Na contramão de São Paulo, prefeito de Itapevi incentiva grafite

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Por DINO DIVULGADOR DE NOTÍCIAS

16 de março de 2017 | 05h18

Itapevi, SP--(DINO - 06 mar, 2017) - Enquanto a Prefeitura de São Paulo recebe críticas por apagar grafites em importantes vias da capital, o prefeito Igor Soares, da cidade de Itapevi, na Grande São Paulo, está trabalhando para incentivar a arte urbana. Há uma semana, o artista Sipros está fazendo um grafite em uma área de aproximadamente 400 metros quadrados na área externa do prédio da Secretaria de Educação e Cultura do município."Queremos fazer de Itapevi a capital brasileira do grafite. Além deste painel, feito pelo Sipros, há outro sendo realizado na cidade, que será o maior do mundo", disse Igor Soares, referindo-se à obra do artista Kobra, que está em produção em prédio da empresa Cacau Show, próximo à rodovia Castello Branco.A prefeitura de Itapevi está estudando a reurbanização da região central da cidade. O projeto prevê a destinação de duas áreas da Avenida Rubens Caramez para grafitagem - no trecho entre a estação da CPTM e a rotatória que dá acesso à Cohab. "A arte urbana precisa ser valorizada", afirmou Igor Soares. "Temos outros projetos na área que serão divulgados em breve", disse.Sipros, cujo nome real é Wellington Naberezny, adota em seus grafites uma mistura de estilo realista com cartoons, o que dá descontração à obra. Com grafites no Peru, Equador, Colômbia, Itália, Holanda, Alemanha, Nova Iorque e Miami, Sipros mora em Itapevi e realiza a obra sem custo para prefeitura local."Sempre tive apoio, respeito e consideração fora do Brasil, mas, na própria cidade onde moro, não era bem aceito. Agora, recebi o convite e liberação do prefeito e com apoio de parceiros consegui todo o material necessário. Não estou levando um centavo com este trabalho mas, só por fazer aqui, é tudo. Estou muito feliz por isso", disse.Sipros está grafitando imagens de duas crianças com livros. "Todos dizem que a criança é o futuro da nação, mas tem que ser criança educada, caso contrário, a nação não terá futuro nenhum. E aqui queremos influenciar e incentivar a leitura, a busca pelo conhecimento", afirmou.

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