O impacto do ecoturismo sobre a fauna e flora

São Paulo - SP--(DINO - 08 fev, 2017) - Algumas leis foram criadas para defender os animais e as plantas, mas ainda não estão sendo cumpridas adequadamente, por isto o ideal é colocar em prática maneiras para impedir que ocorram certas atitudes reprováveis. Segundo Vininha F.Carvalho, editora da Revista Ecotour News ( www.revistaecotour.tur.br), cabe a nós, fazer do ecoturismo uma ferramenta para despertar o compromisso com a preservação da natureza, representando um instrumento capaz de reafirmar o papel do indivíduo no mundo, se preocupando com a sustentabilidade, com a educação ambiental e com a inclusão social.?.

Por DINO DIVULGADOR DE NOTÍCIAS

08 de fevereiro de 2017 | 16h40

Nas áreas sob propriedade privada, cabe ao proprietário estabelecer as condições para pesquisa e visitação pelo público, observando às exigências e restrições legais. Mas, é preciso desenvolver "códigos de conduta" voluntários, a fim de controlar os impactos ambientais e sociais de funcionários e clientes, e assegurar que o cumprimento destes códigos seja monitorado corretamente.

Os safáris fotográficos devem ser realizados somente dentro das trilhas, para permitir a renovação da flora com as mudas que estão em crescimento. Colheita de plantas nativas pelos visitantes também devem ser proibidas.

As visitas às áreas de preservação devem acontecer num horário padrão, caso contrário poderá ocasionar o estresse nos animais nativos. A transmissão de doenças para os animais selvagens ou mudanças repentinas da saúde deles através da perturbação de rotinas diárias ou aumento dos níveis de estresse, apesar de não aparentes para o observador casual, podem se traduzir em taxas de sobrevivência e procriação menores", disse à "New Scientist" o pesquisador Philip Seddon, da Universidade de Otago em Dunedin, na Nova Zelândia.

As placas de sinalização não devem utilizar arames, pregos ou qualquer objeto estranho para serem colocadas em espécimes vegetais, porque além de prejudicar a saúde dos espécimes vegetais provocando o estrangulamento e saída da seiva, enfraquecendo-as, é de péssimo gosto visual ver essa agressão.

A sinalização pode existir em toda a propriedade, mas de maneira discreta para evitar a poluição visual, principalmente nas trilhas e locais de fragilidade maior do meio ambiente. As placas devem ser fincadas no chão e não amarradas ou pregadas.

"Alimentar ou tentar domesticar os animais silvestres é muito prejudicial, porque eles passarão a depender da alimentação dada pelo homem provocando um descompasso no equilíbrio ecológico", enfatiza Vininha F.Carvalho.

Biólogos e ambientalistas estão preocupados com os ursos polares, golfinhos, pinguins e outras criaturas por estarem ficando estressadas, perdendo peso e algumas estão até morrendo, devido ao aumento da presença humana em seu ambiente. O bem-estar dos animais e a preservação da flora devem estar acima de tudo, sem eles, não haverá o desenvolvimento do turismo sustentável.

Website: http://www.revistaecotour.tur.br

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