ONU lança campanha mundial para reduzir plástico nos oceanos

São Paulo - SP--(DINO - 10 mar, 2017) - Desde fevereiro, a organização das Nações Unidas (ONU) investe numa campanha mundial para reduzir o número de resíduos de plásticos nos oceanos. A promoção, chamada "Clean Seas" ("Limpar Mares"), é direcionada tanto a governos quanto empresas e consumidores.

Por DINO DIVULGADOR DE NOTÍCIAS

10 de março de 2017 | 08h40

Entre as principais medidas que serão trabalhadas, destaque para o setor governamental, que irá receber incentivos para que sejam aplicadas políticas de redução do material. Já as empresas serão conscientizadas a respeito do uso excessivo do plástico nos produtos que fabrica.

As ideias da promoção foram apresentadas durante a Cúpula Mundial dos Oceanos, que aconteceu este ano em Nusa Dua, ilha de Bali, na Indonésia. Segundo informações divulgadas pela organização, o "Clean Seas" visa que, até 2020, sejam eliminadas as maiores fontes de plástico no mar: os microplásticos de cosméticos e as embalagens descartáveis.

"Já passou da hora de abordarmos o problema do plástico que aflige nossos oceanos", disse Erik Solheim, chefe da ONU Meio Ambiente. "A poluição de plástico está aparecendo nas praias da Indonésia, repousando no leito marinho do Polo Norte e ascendendo na cadeia alimentar até nossas mesas".

Ao todo, nove países já aderiram ao "Clean Seas": a Indonésia, por exemplo, se comprometeu a diminuir em 70% o plástico lançado no oceano em 2015; já o Uruguai planeja introduzir um imposto sobre a população referente ao consumo de sacos do material. A Costa Rica, por outro lado, pretende melhorar o gerenciamento de resíduos e criar campanhas educativas de conscientização do uso de sacolas.

Já no ramo empresarial, a Dell anunciou que irá utilizar plástico reciclado recolhido próximo ao Haiti para fabricar seus produtos de informática.

De acordo com a ONU, o plástico causa prejuízos no valor de US$ 8 bilhões aos ecossistemas marinhos, representando aproximadamente 80% dos lixos lançados nos oceanos.

Segundo análises ambientais de cientistas, aproximadamente 8 milhões toneladas desse material são lançadas nos oceanos anualmente. Essa quantidade tem a capacidade de cobrir 34 vezes toda a área da ilha de Manhatan, em Nova York, com uma camada de lixo que chega na altura dos joelhos de uma pessoa.

Ainda de acordo com dados da organização, se o crescimento do número de sacolas, garrafas e copos de plástico se mantiver no ritmo de hoje, no ano 2050 haverá mais plástico do que peixes em peso no mar. Além disso, 99% das aves marinhas terão consumido restos desse produto.

Levando em consideração sua população e grande região costeira, a China ocupa o topo da lista de maiores produtores de plástico depositado nos oceanos, com mais de um milhão de toneladas. Os Estados Unidos, que registram um alto nível de consumo do material por pessoa, estão no 20° lugar da lista.

Diante desse cenário, diversas empresas do mercado realizam análises ambientais a fim de apontar a situação não somente das águas, mas também do solo e do ar. O Bachema , por exemplo, é um laboratório especializado em serviços de análises físico-químicas e microbiológicas.

A companhia oferece exames detalhados de compostos orgânicos e inorgânicos, microbiológicos e ecotoxicológicos, determinação de asbesto (amianto) em materiais, além de estudo de tratabilidade do solo e ensaio-piloto para produção de biogás e biodiesel.

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