Para garantir moradia e empregos, entidades pedem mudança no Minha Casa Minha Vida

Limeira, SP--(DINO - 06 fev, 2017) - Uma ação que reuniu lideranças empresariais e de trabalhadores do segmento da construção civil de Limeira evitará a perda de emprego de algumas centenas de pessoas no município. Ainda permitirá maior oferta habitacional, por meio do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), o que movimentará a economia.

Por DINO DIVULGADOR DE NOTÍCIAS

06 de fevereiro de 2017 | 18h04

A revisão nas diretrizes do programa foi anunciada pelo ministro das Cidades, Bruno Araújo, aos presidentes do SINCAF (Sindicato Patronal das Indústrias da Construção de Limeira), Mário Sérgio Lala, e do SITICECOM (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Cerâmica, Construção e do Mobiliário de Limeira e região), Ademar Rangel da Silva, em audiência na última terça-feira, 31/01, em Brasília.

Da audiência, participaram ainda o prefeito de Altair (SP), Antônio Padron Neto, e o diretor do SINCAF, Ítalo Ponzo Júnior.

As novas regras do MCMV deverão ser apresentadas nesta segunda-feira, 06/02, durante ato no Palácio do Planalto.

A alteração nas regras para empreendimentos em municípios que integram aglomerados urbanos, como Limeira e algumas cidades da região, trouxe preocupação.

Essas localidades tinham regras similares às das regiões metropolitanas. Uma delas era teto de R$ 190 mil por unidade. Com a análise por município, o teto de Limeira baixou para R$ 170 mil.

"Esse cenário gerou uma grande instabilidade no segmento", contou Lala. "Projetos muitas vezes são modulados, e aí ficamos com regras diferentes de financiamento num mesmo empreendimento".

Ítalo aponta um risco social. "A busca pela redução do déficit habitacional seria prejudicada", afirmou. Toda a cadeia produtiva seria afetada, incluindo indústrias cerâmicas e de produtos de cimentos.

Ademar Rangel manifestou também o temor da perda de vagas. "Os trabalhadores sempre estarão dispostos a contribuir com o setor empresarial, se a questão for a manutenção de empregos. Em casos como este, só a união entre capital e trabalho pode sensibilizar o governo federal", apontou o presidente do SITICECOM.

A preocupação atingiu prefeituras, como a de Altair, na região de São José do Rio Preto. Oriundo de família limeirense, Antônio Padron Neto conversou sobre o tema com Lala e Rangel, decidindo pela ida a Brasília, que incluiu reunião na Secretaria de Governo do Palácio do Planalto.

O ministro Bruno Araújo estudava a questão desde meados do ano passado, quando assumiu a Pasta. Outras regiões do país foram afetadas, declarou Araújo.

Website: http://sincaf.com/

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