Planejamento é a melhor saída para conquistar a casa própria em 2017

Brasil--(DINO - 24 jan, 2017) - Fazer um levantamento dos recursos disponíveis, buscar a melhor linha de crédito e aderir a prestações que cabem no bolso devem ser levados em consideração antes de fechar o negócio

Por DINO DIVULGADOR DE NOTÍCIAS

24 de janeiro de 2017 | 14h16

A instabilidade do mercado financeiro provocada pelo atual cenário político e pela crise econômica que se agravou em 2016 desencorajou grande parte dos brasileiros a investir em bens imóveis. A boa notícia é que existem perspectivas de melhora para o mercado imobiliário em 2017, tornando-o mais atrativo para investimentos. A previsão do Banco Central é que a inflação caia de 7,2% para 5,07% no próximo ano. Outro fator positivo é o crescimento de 1,3% do PIB, segundo a instituição, bem como a previsão da redução das taxas de juros.

De acordo com Ronaldo Starling, presidente da Rede Netimóveis, célula Minas Gerais, mesmo diante da instabilidade vivida este ano, é possível enxergar um 2017 promissor para o mercado imobiliário. "A previsão é otimista, e se aliada à um bom planejamento, o sonho da casa própria se torna ainda mais possível de ser realizado", salienta.

Como se planejar?

Para obter sucesso na compra do imóvel, é preciso fazer um bom planejamento. Starling afirma que primeiramente, o comprador deve fazer um levantamento dos recursos disponíveis para adquirir a nova casa ou apartamento. Para isso, é necessário analisar todas as economias que possui, e assim avaliar a porcentagem desse dinheiro que poderá ser usada para comprar o imóvel, sem prejudicar o orçamento. "Vale lembrar que recentemente o governo elevou para R$950.000,00 o limite do valor para utilização do FGTS na aquisição de imóveis residenciais", lembra.

Outra dica preciosa é economizar parte da renda mensal. "Coloque todas as despesas no papel e, junto com a família, defina quais despesas podem ser cortadas. O dinheiro poupado vai ser fundamental para dar uma boa entrada ao adquirir a casa própria". O ideal, segundo ele, é quitar, pelo menos, 30% do valor total do bem na hora de fechar o contrato.

Na hora de definir as prestações do imóvel, Starling explica que é importante o comprador calcular qual o teto do valor das prestações que ele pode pagar. "Não comprometa mais do que 30% da renda familiar", sugere. Outra dica é simular o financiamento nos sites dos agentes financiadores. "Quando for fechar o negócio, aprove previamente seu limite de crédito e peça uma planilha aos bancos com as projeções de todas as parcelas do financiamento, incluindo as taxas extras e os seguros que compõem a prestação. Segundo a Lei nº 4.380/1984 e o Decreto nº 73/1966, todo financiamento feito dentro do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) deve incluir o pagamento de dois seguros, também chamados de seguros habitacionais: o seguro para Morte e Invalidez Permanente (MIP), e o seguro de Danos Físicos do Imóvel (DFI). Ambos são pagos junto às parcelas do financiamento", acrescenta.

É ponto crucial do planejamento fazer a escolha assertiva do financiamento. Starling ressalta que nessa etapa é importante fazer cálculos e comparar as linhas de crédito imobiliário disponíveis no mercado. Hoje as modalidades para financiar a casa própria são pelo sistema de consórcio, Sistema Financeiro da Habitação (SFH), Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) ou direto com a construtora.

Segundo Starling, se possível, o comprador deve ter entre 30% e 50% do valor do imóvel depositado no FGTS, poupança ou em outras aplicações. "É importante se precaver contra desemprego, diminuição de renda, problemas de entre outros imprevistos que podem comprometer o pagamento das prestações", finaliza.

Website: http://www.netimoveis.com

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