Programa de logística reversa de compósitos no Paraná tem início bem-sucedido

São Paulo, SP--(DINO - 07 fev, 2017) - No Paraná, a logística reversa pós-consumo de peças de compósitos começou com o pé direito. Criado pela Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos (ALMACO), o programa entrou em vigor em setembro passado e, até agora, recolheu 492 kg de resíduos em dois pontos de coleta situados em Curitiba.

Por DINO DIVULGADOR DE NOTÍCIAS

07 de fevereiro de 2017 | 10h42

"Nosso primeiro relatório foi aprovado sem restrições pela Secretaria do Meio Ambiente do Paraná (SEMA)", afirma Paulo Camatta, gerente executivo da ALMACO. A associação também forneceu para a SEMA o certificado de destinação ambiental correta dos resíduos ? no caso, o coprocessamento em fornos de cimenteiras.

De início, o programa contempla a logística reversa de componentes de ônibus, como tetos, grades e para-choques. Conforme o Termo de Compromisso (TC) assinado pela ALMACO, depois de doze meses de funcionamento o programa abrangerá 29 municípios paranaenses e terá recolhido, em quatro pontos de coleta, 5.000 kg de materiais compósitos.

A fiscalização já começou, e a responsabilidade pelo pós-consumo passou a ser dos fabricantes das peças. "Caso eles não façam parte do programa, estarão sujeitos a multas pesadas, a exemplo do que acontece nos segmentos de pneus e filtros de óleo", alerta Camatta. Já foram registradas no Paraná autuações de mais de R$ 150 mil para as empresas que descumpriram o acordo de logística reversa. A ALMACO, informa o gerente executivo, também está orientando os seus associados a adquirir matérias-primas apenas dos fabricantes cadastrados no programa.

Os aspectos práticos do projeto ficam a cargo da Geoquímica, empresa responsável por recolher as peças pós-consumo de compósitos em oficinas de ônibus e garantir a destinação correta. Localizada em São José dos Pinhais (PR), a Geoquímica já trabalha com a logística reversa de embalagens de lubrificantes e filtros automotivos.

O plano elaborado pela ALMACO conta com o apoio da consultoria Masimon e de treze empresas da cadeia produtiva de compósitos: Ashland, CPIC, Jushi, Marcopolo, Mascarello, Morquímica, MVC, Neobus, O-tek, Owens Corning, Reichhold, Royal Polímeros e Tecnofibras. Também colaboram com o projeto a Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (FABUS) e o Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (SIMEFRE).

"Os trabalhos relacionados à logística reversa baseiam-se em comitês tripartites. Além de uma associação de classe, como a ALMACO, é necessária a participação de órgãos governamentais. No nosso caso, a SEMA e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP)", completa Camatta.

Resultantes da combinação entre polímeros e reforços ? por exemplo, fibras de vidro ?, os compósitos são conhecidos pelos elevados índices de resistência mecânica e química. Há mais de 50 mil aplicações catalogadas em todo o mundo, de caixas d'água, tubos e pás eólicas a peças de barcos, trens e aviões.

Fundada em 1981, a ALMACO tem como missão representar, promover e fortalecer o desenvolvimento sustentável do mercado de compósitos. Com administração central no Brasil e sedes regionais no Chile, Argentina e Colômbia, a ALMACO tem cerca de 400 associados (empresas, entidades e estudantes) e mantém, em conjunto com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o Centro de Tecnologia em Compósitos (CETECOM), o maior do gênero na América Latina.

Website: http://www.almaco.org.br

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