Setor de fomento mercantil planeja investir e expandir clientela em 2017

Belo Horizonte, MG --(DINO - 15 fev, 2017) - Um dos poucos setores da economia que estão se saindo bem, apesar da crise econômica, é o setor de fomento mercantil, com as factorings, securitizadoras e empresas que gerenciam fundos de investimento em direitos creditórios. Segundo um estudo realizado pelo Sindicato das Empresas de Factoring (Sindisfac-MG) com empresários do setor, em dezembro, 45,8% avaliam que o mercado está bom; 29,2% veem como regular; e 25% como péssimo.

Por DINO DIVULGADOR DE NOTÍCIAS

15 de fevereiro de 2017 | 14h30

Segundo o presidente do Sindisfac-MG , Marcelo Costa, os que responderam péssimo relacionam a resposta ao problema da inadimplência ou mercado saturado. "Porém o que temos percebido é que no geral os empresários têm aproveitado o período econômico para investir e melhorar o atendimento ao cliente. Aqueles que estão se estruturando certamente sairão na frente quando a economia melhorar como um todo, por isso estamos estimulando nossos associados com cursos de aperfeiçoamento, palestras e parcerias", comenta.

Em relação aos investimentos para 2017, 54,2% dos empresários disseram que planejam crescer de forma orgânica, sem novos incrementos de capital. Porém quase 30% dos entrevistados acreditam que esse é o momento de crescer e planejam também expansão monetária. As empresas que não tem planejamento para o ano somam 8,3%.

A pesquisa descobriu também os setores da economia que mais tem buscado no factoring uma alternativa mais ágil, eficiente e com custo atrativo para antecipar os recursos a receber. Para 62,5% dos entrevistados, a indústria tem sido o melhor setor para se trabalhar. Em segundo lugar ficou o comércio (45,8%), seguido dos setores de serviços (20,8%) e agronegócio (8,3%).

Segundo o sindicato, 58,3% dos entrevistados atuam em Belo Horizonte e região metropolitana e o restante atua nas cidades do interior do Estado de Minas Gerais. Analisando o número de clientes ativos nas factorings mineiras, 33,3% possuem até 20 clientes; 22,2% possuem de 20 a 50; 27,8% tem uma carteira de até 200 clientes; e 16,7% atendem mais de 200 empresas.

Empresário que está investindo

Uma das empresas que está investindo, apesar da crise é a Real Golden. Segundo o diretor, Plínio Marcos Mendonça, de 2016 até hoje a expansão chega a 40% em relação à 2015. "Atuamos há 24 anos no mercado de factoring, meu pai sempre esteve à frente, mas quando assumi a direção em 2011 tive que pensar em novos formatos para empresa, já que o mercado estava em constante mudança. Reforcei os estudos e me qualifiquei mais para compreender como poderíamos nos manter em meio à crise. Cheguei à conclusão de que se o mercado estava em baixa precisaríamos nos manter de alguma forma. Então em 2016 apostamos na contratação de profissionais, em reformas operacionais, financeiras, administrativas, comerciais e tecnológicas. Além disso, focamos no atendimento personalizado, reforçando a confiança e a nossa relação com o cliente", conta.

Apesar do cenário de instabilidade que a economia atual oferece, o investimento está sendo vantajoso, na visão do empresário. "Realmente contratar funcionários quando a situação de crise estava se acentuando foi um risco, porém necessário. Hoje a nossa carteira de clientes está maior. Acredito que depois de esse momento passar, estaremos em um patamar muito mais elevado de atuação", avalia.

Fomento Mercantil no Brasil

Atualmente mais de mil empresas atuam no sistema brasileiro de fomento comercial, gerando mais de 3 milhões de empregos diretos e indiretos, segundo a Associação Nacional de Fomento Comercial (Anfac). Mais de 155 mil pequenas e médias empresas são clientes do fomento comercial, movimentando cerca de 200 bilhões em giro de compra de recebíveis apenas em 2016.

Para o presidente da Federação Brasileira de Fomento Mercantil (Febraf), Luiz Lemos Leite, a perspectiva nacional também é otimista. "A situação ainda pede prudência. Mas apesar das dificuldades, tivemos condições de ocupar o espaço deixado pelas instituições financeiras. Temos sinais de um início de recuperação, mesmo que lenta. O fomento comercial, por sua característica de agilidade, está em condições de atender muito bem as pequenas e médias empresas. Nos orgulhamos muito, é um serviço importantíssimo que prestamos ao crescimento país. O Sindisfac-MG e os demais sindicatos têm ocupado papel muito importante no cenário nacional, pelo trabalho dedicado ao empresariado", analisa.

Ainda segundo Leite, tem inovações por vir em 2017. "Estamos concluindo alguns estudos e visionando novas possibilidades comerciais e produtos que em breve o mercado poderá conhecer, como uma solução para proporcionar uma redução no custo de cartão de crédito", antecipa.

Website: http://www.sindisfac.com.br/

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