UPA do Trapiche da Barra e UPA do Benedito Bentes são contempladas com a implementação do programa Latin America Telemedicine Infarct Network

Este conteúdo é uma comunicação empresarial

Por DINO DIVULGADOR DE NOTÍCIAS

15 de dezembro de 2016 | 16h04

Maceió/AL--(DINO - 15 dez, 2016) - O Programa consiste em um protocolo de telemedicina em que os pacientes com dor torácica são submetidos imediatamente a ECGs, que são enviados por internet para um centro de diagnóstico especializado e, em casos de detecção de infarto agudo do miocárdio (IAM), indicam o desencadeamento de transferência para intervenção coronária percutânea (ICP) primária. Com isso temos a garantia de atendimento prioritário no hospital de referência. Com esse programa é possível a diminuição do tempo entre o primeiro atendimento e início do tratamento de pessoas em situação de emergência.

O projeto LATIN visa promover o intercâmbio de informações médicas e agilizar o atendimento dos pacientes infartados em Alagoas, uma parceria do Hospital Geral do Estado com a Fundação Cordial e a Secretaria de Estado da Saúde (SESAU).

As doenças cardiovasculares matam trezentos mil brasileiros por ano. O impacto social e as sequelas afetam as famílias. Muitos desses pacientes sequer tiveram acesso ao diagnóstico e nem ao tratamento. A ideia da Telemedicina é diagnosticar, transportar, em tempo hábil, e tratar o paciente. Se o ciclo for completado, dentro do tempo técnico, antes das doze horas, o paciente pode voltar para casa, com vida, em até três dias. "Já realizamos cerca de dois mil quinhentos exames e encaminhamos 23 pacientes com diagnóstico sugestivo para a hemodinâmica do HGE, utilizando a telemedicina", afirma Sandra Gico, diretora técnica da UPAs de Maceió.

A Telemedicina consiste em diagnosticar através do eletrocardiograma o problema do paciente. As informações são enviadas ao Centro de Diagnóstico de forma online. Se o diagnóstico for sugestivo de STEMI, em menos de cinco minutos o sistema dá o alerta. A partir daí o paciente é removido para o Centro de Referência, no Hospital Geral do Estado, para tratamento. De acordo com o médico Ronald Cavalcante Freitas, plantonista nas duas UPAs de Maceió, o tempo é crucial para vida do paciente. "Quanto mais rápido você atende esse paciente, melhor ele responde ao tratamento, menos sequelado ele fica", afirma o Clínico e Intensivista.

O sistema reduz o índice de mortalidade pela metade. A Telemedicina já é uma realidade na Colômbia e agora está chegando no México. No Brasil, o sistema já está presente em dez cidades. A unidade instalada no Hospital Santa Marcelina, em Itaquera, São Paulo, é a experiência mais expressiva. Na região moram quatro milhões de pessoas. O índice de mortalidade associada à doença era de 11 a 12%.Hoje, um ano após implantação da Telemedicina, o índice caiu para 5,1%.

Alagoas é o único estado do Nordeste a contar com o sistema. A Telemedicina foi instalada no dia 14 de agosto desse ano nas UPAs da capital alagoana. A UPA do Benedito Bentes realizou 1.331 eletros. 10 pacientes foram diagnosticados com sintomas sugestivos e encaminhados à Hemodinâmica do HGE. A UPA do Trapiche fez 1.017 exames e encaminhou 13 pacientes com diagnóstico sugestivo de infarto do miocárdio. Para o Chefe da Hemodinâmica do Hospital Geral do Estado, O cardiologista Ricardo César, "o sistema é importante na preservação de vidas e todos sabem que o tempo é preponderante na resposta médica dentro do cenário de enfrentamento ao enfarte do miocárdio. A gente espera que em 2017 a gente consiga dados estatísticos do Santa Marcelina, reduzindo pela metade a mortalidade por problemas cardíacos no estado".

Website: http://isac.org.br

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.