Uso de Veículo Aéreo Não Tripulado aplicado em pesquisa sobre crescimento urbano e erosão costeira no município do Cabo de Santo Agostinho - PE

Recife - PE--(DINO - 17 jan, 2017) - No litoral de Pernambuco, a erosão costeira é um dos problemas verificados em enumeras praias da Região Metropolitana do Recife. A situação é agravada pela ocupação desordenada do solo, contando com a alta pressão econômica sofrida no processo de urbanização acelerada.

Por DINO DIVULGADOR DE NOTÍCIAS

17 de janeiro de 2017 | 17h44

A ocupação nas zonas costeiras tem aumentado nas últimas décadas, sendo que mais de 50% da população mundial vive a 60 km da faixa litorânea, o que intensifica os processos que podem provocar erosão e alterações na dinâmica da costa.

O Arquiteto e Urbanista, Dyêgo Lins, Mestre em Tecnologias Ambientais, desenvolveu uma pesquisa que avaliou os processos de urbanização e erosão costeira, no município do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. O estudo revelou um significativo avanço do processo erosivo e várias construções irregulares ao longo da faixa de praia de Enseada dos Corais.

Contando com um Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT) para aquisição de imagens recentes, o arquiteto fez uso de geotecnologias para analisar a evolução do espaço urbano associando a variação da linha de costa. Também técnicas de geoprocessamento foram utilizadas em fotografias aéreas antigas do acervo da agencia CONDEPE/FIDEM. O resultado foi uma avaliação das influências dos processos naturais e antrópicos sobre a costa durante 41 anos.

A iniciativa da pesquisa reforça que trabalhos sobre a evolução espaço-temporal da costa são necessárias, principalmente em municípios fragilizados com o processo erosivo e falta de fiscalização ambiental. Principalmente sem novas políticas urbanas e ambientais, que deveriam enfrentar esses problemas, fiscalizar e expropriar áreas ocupadas por construções irregulares.

Além de abordar problemas urbanos e ambientais, o estudo faz comparações estatísticas entre os dados originários do Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT) e dados obtidos por equipamentos geodésicos, chegando a resultados positivos. O conteúdo técnico da pesquisa poderá ser visto no volume 09 nº 06 da Revista Brasileira de Geografia Física, através do site: http://www.revista.ufpe.br/rbgfe/index.php/revista/issue/view/61

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