Juro ao consumidor volta a crescer em janeiro

De acordo com Anefac, taxa média de juros teve alta de 0,01 ponto porcentual no mês após atingir menor nível dos últimos 14 anos em dezembro

Gustavo Uribe, da Agência Estado,

10 de fevereiro de 2010 | 14h53

Após atingir em dezembro o menor nível dos últimos 14 anos, a taxa média de juros para pessoa física voltou a crescer em janeiro. Pesquisa mensal divulgada nesta quarta-feira, 10, pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac) indica que a taxa registrou em janeiro uma elevação de 0,01 ponto porcentual ante dezembro e um crescimento de 0,25 ponto porcentual na comparação com janeiro de 2009. Com a variação, a taxa passou de 6,86% ao mês (121,71% ao ano) em dezembro para 6,87% ao mês (121,96% ao ano) em janeiro.

Das seis linhas de crédito para pessoas físicas pesquisadas pela Anefac, três elevaram taxas: juros do comércio (de 5,74% ao mês em dezembro para 5,79% ao mês em janeiro), cheque especial (de 7,27% para 7,32%) e empréstimo pessoal em bancos (de 4,82% para 4,88%). As outras três linhas de crédito ao consumidor sofreram ligeira redução: empréstimo pessoal em financeiras (de 10,18% ao mês em dezembro para 10,12% em janeiro), cartão de crédito (de 10,68% para 10,66%) e crédito direto ao consumidor em banco (de 2,45% para 2,43%).

Em movimento semelhante, após apresentar três quedas mensais consecutivas, a taxa média de juros para pessoa jurídica também registrou elevação (0,03 ponto porcentual) em janeiro na comparação com dezembro. Em relação a janeiro de 2009, a taxa subiu 0,54 ponto porcentual. A alta fez a taxa média crescer de 3,62% ao mês (53,22% ao ano) para 3,65% ao mês (53,76% ao ano).

Das quatro linhas de crédito para pessoa jurídica pesquisadas pela Anefac, três elevaram as taxas de juros no mês: capital de giro (de 3,06% ao mês em dezembro para 3,12% ao mês em janeiro), desconto de duplicatas (de 3,15% para 3,19%) e desconto de cheques (de 3,20% para 3,24%). Apenas o cheque especial para a pessoa jurídica sofreu redução no período, de 5,08% para 5,03%.

Em seu comunicado, a entidade atribuiu a alta dos juros à expectativa do mercado financeiro de uma provável elevação da taxa básica de juros, a Selic, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), em 17 de março. "As incertezas quanto à capacidade de países da zona do euro reduzirem seu endividamento e seus déficits fiscais têm provocado um aumento dos juros futuros", explicou o coordenador do estudo e vice-presidente da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.