Operações no setor de teles aumentarão oferta de pacotes integrados, diz analista

Segundo consultoria, no médio prazo, esses movimentos de mercado aumentarão a capacidade de investimento das empresas

Karla Mendes, da Agência Estado,

28 de julho de 2010 | 16h44

O principal impacto da fusão da Vivo com a Telefónica e da entrada da Portugal Telecom (PT) na Oi será o aumento da oferta de pacotes integrados. Essa é a visão de Eduardo Tude, presidente da Teleco, consultoria especializada do setor. Segundo ele, no médio prazo, esses movimentos de mercado aumentarão a capacidade de investimento das empresas, permitindo, assim, a ampliação de infraestrutura de rede para a oferta de banda larga móvel, com uma cobertura geográfica maior.

"Para viabilizar investimentos, tem que ter receita. É um movimento natural do mercado", disse. Na opinião de Tude, a incorporação da Vivo pela Telefónica era inevitável para que o grupo espanhol fizesse frente aos outros concorrentes, que são a própria Oi e o grupo liderado por Carlos Slim, que detém a Claro e a Embratel, que já atuam no mercado com essas ofertas convergentes.

Dividindo o controle com a Portugal Telecom, a Telefónica não conseguia competir nessas condições. No caso da entrada da PT na Oi, o especialista não via essa como a única opção para a permanência do grupo português no Brasil, mas destacou que esse era o principal interesse da PT.

Levantamento da Teleco apontava a Telefónica/Vivo como o maior grupo de telecomunicações do Brasil, com receita bruta de R$ 46 bilhões no acumulado de 2009, ou 29,1% do faturamento do mercado. A Oi aparece na segunda posição, com receita bruta de R$ 45,7 bilhões, ou 28,9% do mercado; seguida do grupo Claro, Embratel/Net, com R$ 34,43 bilhões de receita bruta, o correspondente a 21,8% do mercado. No primeiro trimestre deste ano, no entanto, a Oi ultrapassou o grupo Telefónica/Vivo, ao alcançar 29,1% da receita bruta do setor, ficando a Telefónica/Vivo com o equivalente a 28,4%. A Telefónica porém continua líder em receita líquida, com 29,3% de participação, contra 26,9% da Oi. 

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