Bradesco reduz previsão para oferta de crédito em 2011

Crescimento do crédito no banco neste ano está entre 15% a 18% sobre 2010, contra uma estimativa no início do ano de 20%

Sabrina Valle, da Agência Estado,

19 de outubro de 2011 | 11h40

O presidente do Bradesco, Luiz Carlos TrabucoCappi, afirmou hoje que a previsão para o crescimento do crédito no banco neste ano está entre 15% a 18% sobre 2010, contra uma estimativa no início do ano de 20%. Em setembro, Trabuco havia projetado crescimento do crédito em 18%. Sobre as metas para o ano que vem, o executivo disse que dependerão do crescimento da economia.

Trabuco também informou que o banco não tem enfrentado dificuldades para captar recursos no exterior e lembrou que o Brasil tem dois pilares para manter a liquidez interna: recursos advindos do depósito compulsório e um colchão de reservas internacionais.

As afirmações foram feitas a jornalistas em evento para a abertura de conta no Bradesco com a presença do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, depois de a instituição financeira ganhar a carteira de crédito de servidores estaduais. A carteira passou ao Bradesco com a aquisição do Berj. No Rio, 460 mil servidores passarão a receber seus salários pelo banco a partir de janeiro de 2012. Em todo o País, serão 2 milhões de servidores, que antes recebiam pelo Itaú.

Queda dos juros

Trabuco vê espaço para a queda dos juros na reunião de hoje do Comitê de Política Econômica do Banco Central. "O porcentual eu não tenho condições de manifestar", disse. Segundo o executivo, o BC acertou no cenário internacional traçado para justificar o último corte da taxa básica de juros da economia (Selic). "O que vemos como tendência de médio e longo prazo é o Brasil ter uma convergência da taxa de juros com o mercado internacional".

Para o executivo, a crise internacional tem levado países a cortar juros para promover competição e liquidez. "O que se vê é que os países lá fora estão precisando de uma política monetária extremamente ativa visando a dar liquidez a seu sistema", disse.

Na avaliação de Trabuco, estamos vivendo agora a segunda parte da crise internacional, que começou com os bancos americanos e se tornou uma crise das dívidas soberanas. "O sistema financeiro internacional está bem, o que não está são os ativos derivados de títulos de dívidas de certos países".

Greve dos bancários

O presidente do Bradesco considerou ainda "boa para ambas as partes" a conclusão do acordo que deu reajuste de 9% aos bancários e garantiu que não haverá alta de tarifas, já que os bancos, segundo ele, têm capacidade para absorver o aumento de custo com folha de pessoal.

De acordo com o executivo, houve uma convergência de ideias entre os bancos, a Febraban e o sindicato dos bancários. Sobre os transtornos aos correntistas, lamentou: "A paralisação nunca é boa, pois o serviço bancário é essencial", afirmou, ressalvando que considera ser a greve um movimento legítimo dos funcionários.

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