Febraban diz que situação dos bancos brasileiros é melhor que na Europa e EUA

"O Banco Central do Brasil é reconhecido internacionalmente pela sua regulação, isso reduz o risco de uma crise financeira aqui", diz presidente da Federação

Altamiro Silva Júnior, da Agência Estado,

19 de outubro de 2011 | 10h48

Os bancos brasileiros estão em melhor situação que seu pares europeus e americanos e não devem sofrer os impactos da crise europeia, avalia o presidente executivo da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal. "As instituições financeiras locais estão bem capitalizadas, são sólidas e rentáveis", disse em entrevista à imprensa logo após participar da abertura do 1º Congresso Internacional de Gestão de Risco.

Portugal avalia que os bancos locais não terão dificuldades de se enquadrar às novas normas de capital, chamadas de Basileia 3, e que vão exigir novos aportes de recursos. O presidente da Febraban cita como exemplo que os bancos brasileiros têm índice de Basileia médio de 17%, acima do mínimo exigido pelo Banco Central, de 11%, que já é superior ao pedido pelos reguladores de outros países (8%).

"O Banco Central do Brasil é reconhecido internacionalmente pela sua regulação, isso reduz o risco de uma crise financeira aqui. A crise de 2008 mostrou que uma crise financeira pode ser devastadora para a sociedade, com destruição da riqueza e do emprego", disse ele.

Os bancos locais não devem ter maiores dificuldades de captação de recursos, na avaliação do presidente da Febraban. "Não imagino que a restrição da liquidez internacional vá chegar ao nível de 2008, como ficou após a quebra do Lehman Brothers", disse o executivo. Ele lembra que as autoridades belgas e francesas agiriam rapidamente nas últimas semanas para evitar o colapso do banco Dexia.

No caso de uma piora da situação, Portugal avalia que o Brasil tem armas importantes, como as reservas internacionais de mais de US$ 340 bilhões, e os depósitos compulsórios dos bancos no BC, todos em papéis de alta liquidez. "Isso cria um colchão de reservas significativo."

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