Mercado de trabalho ainda não foi afetado pela crise, diz analista

Isso era esperado, pois a atividade econômica começa a mostrar, agora, sinais de desaceleração e o mercado de trabalho, "normalmente, é o último que sente"

Nalu Fernandes e Patricia Lara, da Agência Estado,

22 de setembro de 2011 | 16h52

Ainda é cedo para dizer se o mercado de trabalho está tendo arrefecimento, avalia a economista-chefe da Rosenberg Consultores Associados, Thaís Zara. "Ainda não houve nenhum sinal concreto de desaceleração do mercado de trabalho. Isso era esperado, pois a atividade econômica começa a mostrar, agora, sinais de desaceleração e o mercado de trabalho, normalmente, é o último que sente. Então não é surpresa que ainda esteja razoavelmente bem e seja importante fonte de sustentação do consumo", ponderou, em entrevista ao AE Broadcast Ao Vivo.

Dados do IBGE mostram que a taxa de desemprego permaneceu em 6% em agosto, ante julho. A taxa de desemprego dessazonalizada, porém, recuou de 5,9% para 5,8% em agosto, segundo cálculos de Thaís. "Um nível historicamente baixo", citou. Também, acrescenta a economista, o rendimento médio real voltou a crescer em agosto, depois de ter crescido bastante em julho, atingindo o "maior patamar já registrado na história".

Quanto à política monetária, o mercado de trabalho não oferece sinal para mudança de rumo na condução do juro, avalia Thaís. Mas a analista lembra que a justificativa do Banco Central, citada na ata, foi a preocupação com o cenário externo.

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