Para comprar papéis das gigantes americanas pessoa física terá de investir em fundo

Como as ações serão trazidas por meio do Deutsche Bank, a regulamentação não autoriza a negociação direta no pregão

Roberta Scrivano, do Economia & Negócios,

18 de maio de 2010 | 15h47

A partir do segundo semestre desse ano estarão disponíveis na BM&FBovespa a compra de papéis (por meio de Brazilian Depositary Receipt – BDRs) de dez grandes empresas americanas. Pessoas físicas, porém, não poderão adquirir as ações diretamente pelo pregão. A Bovespa explica que os interessados terão de aplicar em fundos de investimento, por meio de gestores, asset management e corretoras.

 

A exclusividade das negociações ficará com os fundos porque os papéis virão por meio do Deutsche Bank – que os mantém em custódia nos Estados Unidos – e não diretamente das companhias estrangeiras. Na prática, serão negociados recibos das ações e não os papéis diretamente.

 

Apple, Google, Bank of America, ArcelorMittal, Goldman Sachs, Billiton Limited Common, Wal Mart, Exxon Mobil, McDonald’s e Pfizer são as empresas escolhidas pelo Deutsche. Rogério Bastos, diretor da consultoria FinPlan, explica que o investidor interessado terá de manter uma conta em uma corretora ou em uma asset, da mesma forma que é feito hoje para a negociação de ações. "Mas a aplicação será feita em um fundo", completa.

 

Para Silvio Paixão, professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), as corretoras e as assets aproveitarão a oportunidade para elaborar produtos em cima desses papéis. "Por exemplo, como elas terão de montar fundos de investimentos para comercializar essas BDRs, acredito que serão criados fundos setorizados", diz. Paixão sugere a elaboração de um fundo de tecnologia da informação. "Nesse segmento dá para inserir os papéis da Apple e Google."

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