AFP PHOTO / DON EMMERT
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Analistas apontam Lava Jato e Trump como ‘fatores de risco’

Apesar desses pontos de atenção, há quem acredite que, mesmo com crescimento baixo, Bolsa atingirá recorde

Hugo Passarelli, O Estado de S. Paulo

26 Dezembro 2016 | 05h00

O cenário sombrio do fim de 2015 ficou para trás, mas novas incertezas devem entrar no radar do investidor brasileiro em 2017. Os analistas enxergam que o governo de Michel Temer deve continuar avançando na agenda econômica, mas os desdobramentos da Operação Lava Jato podem frustrar os planos no meio do caminho.

Do lado externo, novas pressões podem mexer com os mercados financeiros, mas a principal delas está nos Estados Unidos, agora sob o comando do republicano Donald Trump.

Apesar de a equação parecer de difícil solução, os analistas do mercado avaliam que, em linhas gerais, muito do que marcou as aplicações financeiras neste ano deve se repetir ou, ao menos, acontecer com menos sobressaltos.

Na Bolsa, a confirmação da estabilização ou retomada da economia e o avanço da reforma da Previdência devem garantir mais fôlego às ações. O tamanho da valorização varia de analista para analista. Os mais otimistas enxergam potencial para a Bolsa bater sua máxima histórica, aos 74 mil pontos, durante o segundo semestre.

“O mercado vai trabalhar muito com a discussão da reforma da Previdência, é um dos fatos mais relevantes para o ano que vem”, afirma Paulo Corchaki, diretor da área de Wealth Management do UBS.

Neste jogo de expectativas, nem mesmo a consolidação de que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro mostre, na melhor das hipóteses, um crescimento ainda tímido, na casa de 1%, deve abalar a confiança dos investidores.

“Mesmo que seja alguma coisa entre zero e 1%, registrar crescimento é melhor do que uma recessão de mais de 3%”, completa Corchaki.

A renda fixa vai continuar como alternativa certeira para quem está em busca de rentabilidade com pouco risco.

“Fazendo tudo que precisa ser feito, o Brasil vai ter uma situação fiscal muito mais equilibrada, o que abriria espaço para quedas maiores de juros no longo prazo. Mas isso ainda é um caminho que vai demorar a se concretizar”, afirma Gilberto Abreu, gerente de investimentos do banco Santander.

Parte dos analistas do mercado acredita que a taxa básica de juros da economia, a Selic – hoje em 13,75% –, deve recuar para a casa de um dígito já em 2017. No Santander, por exemplo, a projeção atual é que ela fique em 9,5% ao fim do ano que vem.

Qualquer que seja a estimativa, os títulos do Tesouro continuam a dominar todas as indicações. “No Tesouro, o investidor não tem perda monetária. As perdas estão associadas ao que se deixou de ganhar com aplicações que renderam mais”, explica Juliana Inhasz, professora de Finanças do Insper.

Para quem estiver disposto a testar a renda variável, é a hora de olhar para os fundos multimercados, que mesclam renda fixa com apostas mais arrojadas, como ações, moedas e aplicações no exterior. “O perfil mais conservador deve ter 5% em fundos multimercado”, diz Abreu.

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‘Cenário externo pode atrapalhar a festa em 2017’, diz especialista

Professora do Insper acredita que o cenário político interno, ao contrário de 2016, vai ser mais estável no próximo ano

Entrevista com

Juliana Inhasz, professora de finanças do Insper

Hugo Passarelli, O Estado de S.Paulo

03 Janeiro 2017 | 11h29

A diminuição das incertezas no Brasil não torna a vida dos investidores mais fácil neste ano, na opinião da professora da finanças do Insper, Juliana Inhasz. Ela acredita que o cenário interno deve ser mais estável neste ano e que muito da turbulência nos mercados virá do exterior. Leia os principais trechos da entrevista.

Como a sra. enxerga o cenário para os investimentos em 2017?

O Brasil ainda está na área das boas intenções. 2017 deve ser melhor em termos de variação do PIB, com queda menos severa, próxima a zero. O mercado tem se mostrado muito otimista frente às mudanças estruturais que estão sendo anunciadas. Se a reforma da Previdência sair, o mercado de ações deve reagir de forma positiva.

Esse movimento de alta na Bolsa pode se prolongar?

É preciso ver na prática. De nada vai adiantar a reforma sair, a Bolsa indo para 70 mil ou 75 mil pontos, se depois as coisas não saírem como o esperado.

Mas então qual a perspectiva para a Bolsa?

A Bolsa deve continuar operando em nível relativamente elevado, oscilando na faixa entre 60 mil a 70 mil. Mas o cenário externo, com Trump nos EUA, pode atrapalhar um pouco a festa.

Além da Bolsa, a renda fixa foi muito bem neste ano. Isso deve se repetir em 2017?

Vimos um retorno muito alto para a renda fixa e a Bolsa, isso é bem atípico e não deve se repetir. Isso não deve se repetir porque o retorno da Bolsa não deve ser tão alto. Pensando em gerenciar risco, acredito que a renda fixa ainda é um bom investimento. Mas tem a perspectiva de quem apostar em dólar pode ter lucros porque o real deve continuar a se desvalorizar ante a moeda americana.

Por quê?

Muito provavelmente o dólar deve se valorizar em algum momento por conta dessas fugas eventuais de capital dos mercados emergentes. Mas é um mercado que não para amadores, é um mercado de alto risco. Para quem não é da área, melhor ficar na renda fixa porque as taxas vão continuar bem acima da inflação e da poupança. Estamos falando de retornos líquidos na casa de 7% ou 8% ao ano.

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‘Bovespa é destaque entre emergentes’, diz diretor do UBS

O banco UBS voltou, após dois anos, a recomendar a bolsa brasileira para seus investidores globais

Entrevista com

Paulo Corchaki, diretor da área de Wealth Management do UBS

Hugo Passarelli, O Estado de S.Paulo

03 Janeiro 2017 | 11h20

O banco de investimento UBS voltou a apostar as fichas na Bolsa brasileira depois de dois anos. As recomendações valem inclusive para os investidores globais, para os quais o Brasil é apontado como destaque entre os mercados emergentes.

“A grande diferença entre 2016 e 2017 é que estamos confiantes com a renda variável”, diz Paulo Corchaki, diretor da área de Wealth Management do UBS.

As projeções do banco dão dimensão dessa visão: o Ibovespa - índice de referência do mercado acionário brasileiro - pode se aproximar das máximas históricas, ao redor de 74 mil pontos, até meados de outubro do ano que vem.

Nem mesmo a perspectiva de atividade econômica ainda fraca deve atrapalhar esse movimento, opina Corchaki. “A expectativa com a aprovação da Reforma da Previdência vai ajudar a Bolsa”, diz.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista.

Os investimentos e, em especial, a Bolsa, vão continuar a se beneficiar mesmo com a perspectiva ainda difícil para o PIB?

Essa percepção de que a atividade econômica está fraca já está consolidada. O que poderia surpreender é se for pior do que isso. O cálculo de crescimento acaba carregando efeitos do ano anterior. Como a atividade econômica está decepcionando no terceiro e o quarto trimestre, naturalmente você reduz o potencial de crescimento para 2017.

Então o mercado financeiro vai continuar a se mover por conta das expectativas?

Sim. A expectativa de aprovação da reforma da Previdência é o que vai guiar os mercados. Nossa projeção em relação à renda variável é positiva, e tem perspectiva de aprovação da Previdência no terceiro trimestre do ano que vem. Se isso se confirmar, a Bolsa deve estar perto das máximas históricas, ao redor dos 74 mil pontos.

Há espaço para avanço da Bolsa mesmo com a alta de 2016?

Apesar dos riscos políticos no Brasil, como a delação da Odebrecht, e algumas incertezas internacionais, como a eleição de Donald Trump nos EUA, a visão sobre os mercados emergentes é positiva. Essa visão é uma recomendação do UBS globalmente, para que os nossos clientes tenham um pouco mais de alocação em mercados emergentes, especialmente o Brasil. A grande diferença no cenário entre 2016 e 2017 é que voltamos a ser confiantes com a renda variável.

Algum setor deve ir melhor?

Os setores financeiros e de energia são as nossas duas principais apostas. No setor financeiro, empresas como Itaú, Bradesco e BB Seguridade podem ir bem. Se você tem retomada econômica, você tem menos tomada de crédito e passa a ter maiores lucros. No setor de energia destacamos Petrobrás, vemos com bons olhos o cenário para a estatal.

As aplicações em renda fixa ainda são uma aposta segura?

A alocação em renda fixa ainda é interessante, mesmo com a trajetória esperada de queda da taxa de juros. Destaco os títulos do Tesouro Direto atrelados à inflação. Neles você consegue garantir uma taxa de juros real ainda muito elevada. É uma forma confortável de investir.

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‘Quem tem perfil deve apostar em um pouco mais de risco’, recomenda Gilberto Abreu

Sucesso nas reformas pode abrir espaço para queda maior da Selic, mas migração da renda fixa ainda demora

Entrevista com

Gilberto Abreu, diretor de investimentos do Santander

Hugo Passarelli, O Estado de S.Paulo

03 Janeiro 2017 | 11h23

Assumir um pouco mais de risco em 2017 é a fórmula recomendada pelo diretor de investimentos do Santander, Gilberto Abreu. Para o executivo, 2017 ainda não será o ano em que a economia vai estar totalmente arrumada, mas pode ser o ponto de partida para mais cortes na taxa de juros. Leia os principais trechos da entrevista.

Qual é o cenário para a economia brasileira em 2017?

A taxa de juros vai cair e o governo deve conseguir ser bem sucedido em controlar a inflação e aprovar as reformas. A economia vai melhorar, mas isso deve acontecer mais no segundo semestre. Obviamente, ainda vai ter muita incerteza.

Qual é o reflexo disso nos investimentos?

Somos cautelosamente otimistas e achamos que ainda tem espaço para a Bolsa. Estamos em um momento de discussões estruturais e de longo prazo e isso vai se construindo até que se materializa. Enquanto isso, vamos ter volatilidade.

Qual a projeção para a Bolsa?

A perspectiva para Bolsa no ano que vem é de algo em torno dos 75 mil pontos. Passando para os outros mercados, o cenário também é bem positivo. Tanto os títulos do Tesouro ligados à inflação como as operações prefixadas devem ser boas apostas. Se considerarmos a nossa projeção de um Selic no ano que vem de 9,5%, ainda estão interessantes as operações prefixadas.

É hora de tomar mais risco?

Quem tem perfil para ter ativos de risco deveria ter um porcentual da carteira nesses ativos. Uma opção para pegar um pouco desse movimento na Bolsa é investir nos fundos multimercado, que costumam ter boa performance nesse cenário de reformas.

Mas então a migração da renda fixa ainda deve ser gradual?

Esse processo é lento porque vimos por muitos anos um cenário de juros altos e aos poucos as pessoas vão tomando risco. Do ponto de vista macroeconômico, 2017 não é ano em que a casa vai estar totalmente arrumada. Fazendo tudo que tem de ser feito, a gente vai ter uma situação fiscal muito mais equilibrada, o que abriria queda de juros mais altas no longo prazo. Esse cenário de deixar a renda fixa deve acontecer se os juros começarem a cair com mais força.

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Com menos euforia, Bolsa pode ter outro ano de alta, dizem analistas

Ações recuperaram preço e mercado está otimista com política de Temer, mas cenário externo é dúvida

Jéssica Alves, O Estado de S. Paulo

02 Janeiro 2017 | 05h00

O mercado de ações foi o investimento que mais brilhou em 2016. Quem olhar para trás vai lembrar que, no início do ano, o sinal era de que o conservadorismo iria prevalecer mais uma vez. Contudo, a saída de Dilma Rousseff da presidência da República e uma nova equipe econômica animaram os investidores. O índice Ibovespa disparou e muitos acreditavam que ele se manteria ao redor de 65 mil pontos. No fechamento do ano, contudo, a Bolsa encerrou aos 60.227 pontos. Ainda assim, foi uma valorização de 38,94%.

Das ações listadas ou não no Ibovespa, somente 30 não superaram o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), balizador da rentabilidade da renda fixa, segundo um levantamento da provedora de informações financeiras Economática. Em 2015, o desempenho tinha sido inverso: só 26 ações tinham batido a renda fixa.

Mas Leandro Martins, da corretora Rico, vê o início de 2017 tão incerto quanto 2016 e o motivo tem nome e sobrenome: Donald Trump. O analista ressalta que o mercado pode ficar contaminado pelo sentimento de aversão ao risco, que atingiu principalmente os países emergentes diante da política expansionista pregada por Trump.

“O mercado acredita que a nova administração do republicano, de forte política de estímulo, vai fortalecer a economia americana”, explica Alexandre Silverio, da AZ Quest. Por outro lado, as barreiras que Trump deve impor podem favorecer o mercado de commodities, por exemplo, já que os obstáculos americanos devem fazer os países olharem mais para os produtos brasileiros, como é o caso da China, principal alvo das commodities nacionais.

As commodities de modo geral são apostas dos analistas para 2017. Além do fator Trump, a redução na produção de petróleo também fez o preço das ações da Petrobrás subirem.

Mesmo com Trump, Luis Gustavo Pereira, estrategista da Guide Investimentos, é otimista. “Tem muitos riscos? Sim. A Lava Jato, por exemplo. Mas um fator que mantém uma perspectiva positiva é a queda da taxa de juros.” Com o ciclo de queda da Selic, o retorno na renda fixa começa a cair, o que pode ser o começo de uma mudança na carteira. Ao mesmo tempo, esse movimento favorece companhias do setor elétrico, diz Pereira, que também recomenda os papéis das estatais.

“2017 seria uma consolidação do que aconteceu em 2016”, define Lenon Borges, da Ativa. Para ele, o mercado de ações deve ter uma alta mais leve, entre 10% e 20%, já que os fatores que impulsionaram o mercado este ano não devem se repetir.

Fábio Astrauskas, CEO da Siegen e especialista em empresas em crise, explica que houve uma recomposição do preço em 2016 porque 2015 foi um ano muito ruim. “A Petrobrás mais do que dobrou de valor e outras ações, como Vale, tiveram uma equalização da expectativa.”

Entre as empresas com fraco desempenho em 2016, a queda maior é da Embraer, que esteve envolvida em irregularidades na venda de aeronaves e descumprimento das leis anticorrupção. A empresa também pode ser prejudicada por Trump, que pode impor barreiras à fabricante nacional.

Os setores de papel e celulose também tiveram perdas por estarem muito sensíveis ao câmbio. Outros segmentos que não foram favorecidos este ano foram os de construção e varejo, mais dependentes do consumidor e afetados pela crise. Por isso, esses segmentos continuam pouco recomendados.

Roberto Indech, da Rico, acredita que o câmbio ainda terá muitas oscilações, prevalecendo o enfraquecimento do real em relação ao dólar.

“Esse ano ainda teremos um ano turbulento por conta da Lava Jato e surpresas no exterior, lembrando que há tempos não havia um movimento tão forte na Europa.” Em 2017, a França e a Holanda terão eleições, o que pode reforçar o nacionalismo e mexer com os mercados.

Ainda há um risco de os investidores migrarem suas aplicações do Brasil para os Estados Unidos diante da alta de juros pelo Fed (o Banco Central americano). Isso poderia fortalecer mais o dólar. Tarcísio Rodrigues, do Banco Paulista, contudo, acredita que esse movimento não deve ser drástico.

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Mesmo com taxas menores, Tesouro continua a atrair

Aplicação segue sendo recomendada para quem deseja retorno maior que a poupança e quer evitar surpresas

Malena Oliveira, Impresso

02 Janeiro 2017 | 05h00

Se em 2016 a alta taxa de juros garantiu boa rentabilidade na renda fixa, em 2017 o investidor ainda encontrará nela um porto seguro contra turbulências. A expectativa, no entanto, é que o retorno oferecido caia à medida em que a economia mostre sinais de recuperação e se consolide o cenário de queda dos juros. Quanto ao exterior, ainda há incerteza sobre como as políticas do governo Trump afetarão o Brasil.

Por enquanto, mesmo com taxas já não tão altas como as vistas no início do ano, o Tesouro Direto continua sendo a primeira recomendação para quem não quer arriscar, mas deseja um retorno maior que o da poupança.

“As melhores opções são os papéis indexados à inflação”, diz o administrador de investimentos Fábio Colombo. Ele recomenda aplicações em papéis de prazo não muito longo – entre dois a sete anos –, pois quanto maior o tempo para o resgate, maior a incerteza. Para fundos, o ideal é que a taxa de administração não passe de 2%.

Colombo também aconselha a evitar os papéis prefixados caso haja a possibilidade de resgate antes do vencimento. “Títulos prefixados são mais arriscados pois, para pagar a menor alíquota de Imposto de Renda, o investidor deve deixar o dinheiro aplicado por pelo menos dois anos”, explica.

Para Roberto Indech, analista da corretora Rico, o início de 2017 será imprevisível, porém as taxas pagas pelo Tesouro devem cair à medida em que a Reforma da Previdência avance no Congresso – que, junto com a emenda que instituiu o Teto de Gastos, forma a base do ajuste fiscal.

Outro elemento decisivo é a recuperação da economia, cujos primeiros sinais devem ser vistos no segundo semestre do ano que vem. “Pode haver queda forte nos juros até o fim de 2017. Assim, a rentabilidade de ativos ligados à taxa de juros também deve cair”, diz Indech.

Sócio-diretor da corretora Easyinvest, Marcio Cardoso lembra que cada título público tem seus equivalentes no mercado privado. “Quem não quer correr risco, pode apostar no Tesouro Selic (ligado à taxa de juros) ou em um título atrelado ao CDI (taxa que acompanha a Selic)”, diz. Ele ressalta, porém, que é importante ficar atento ao risco de insolvência dos emissores de títulos privados e recomenda aportes dentro do limite do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), de até R$ 250 mil por CPF. Dessa forma, LCIs, LCAs e CDBs aparecem como opções.

Mesmo com a perspectiva de taxas menores, o Tesouro Direto deve continuar a atrair público. A Secretaria do Tesouro Nacional fez melhorias no aplicativo para smartphones – uma atualização está disponível desde o último dia 17 – e promete lançar uma calculadora para comparar aplicações em títulos públicos com outros produtos financeiros.

Apesar do recorde de 1 milhão de investidores cadastrados alcançado em outubro, só um terço, de fato, possui aplicações. “O investidor sai da estatística de ativo quando vende o título. Ou, ainda, quando se cadastrou e não comprou nada”, diz Luiz Alves, coordenador geral da dívida pública no Tesouro.

Autor do livro Tesouro Direto: A Nova Poupança, o economista Marcos Silvestre argumenta que isso também é uma questão de disciplina. “Muitos não se planejam para fazer aplicações”, diz.

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