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BB e Santander confirmam taxa zero para investimento em Tesouro Direto

Banco do Brasil ainda zerou taxas em produtos de renda fixa e previdência privada

Aline Bronzati e Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

20 Setembro 2018 | 12h09

O Santander anunciou nesta quinta-feira, 20, que estenderá a todos os seus clientes a isenção da taxa de corretagem para investimentos no Tesouro Direto. Mais cedo, O Banco do Brasil também confirmou, em nota à imprensa, que vai zerar as taxas cobradas em operações de investimento no Tesouro Direto, renda fixa e previdência privada.

Os clientes cadastrados na Santander Corretora desde o dia 12 de setembro já contavam com a isenção. Já aqueles que se cadastraram antes dessa data terão a taxa zerada a partir desta sexta-feira, 21. Já para o Banco do Brasil, as novas condições, antecipadas pela Coluna do Broadcast, na última terça-feira, dia 18, entram em vigor nesta sexta-feira, 21, e valem para todos os clientes que possuem estes produtos, alcançando o estoque de aplicações e também os novos negócios.

"O investimento em títulos públicos está em nossas carteiras recomendadas e é a porta de entrada para os clientes conhecerem todas as alternativas de diversificação que a Santander Corretora oferece, que vão desde fundos imobiliários até investimentos no exterior por meio de BDRs", afirmou, em nota, o diretor de Investimentos do Santander, Gilberto Abreu.

No início do mês o Santander já havia anunciado o fim da cobrança da taxa de carregamento dos clientes nos produtos de previdência. "Com a isenção, queremos aproximar o produto do público em geral e consolidá-lo como uma excelente solução de investimento de longo prazo", destacou o executivo.

Para os produtos de renda fixa do Banco do Brasil, serão zeradas as taxas de custódia para quem aplica em papéis como Certificados Recebíveis Imobiliários (CRI), Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e debêntures. Além disso, a taxa de carregamento para os clientes que investem em planos de previdência PGBL e VGBL também será zerada, tanto para aplicações quanto para resgates.

Antes, conforme informações do próprio site do Tesouro Direto, o BB cobrava 0,50%, acima, inclusive, das taxas de concorrentes diretos como Santander Brasil e Caixa Econômica Federal, nos quais o custo é de 0,40%. Além do banco público, o Bradesco, em julho, e mais recentemente o Itaú Unibanco fizeram movimentos na direção de zerar taxas de custódia para quem investe em Tesouro Direto. Pesa para os grandes bancos de varejo não só a concorrência com as corretoras independentes bem como o cenário de juros baixos, que obriga essas instituições a serem mais competitivas para atrair clientes ou ao menos não perdê-los.

Na previdência, além do BB, Bradesco, em dezembro do ano passado, e na sequência Itaú e Santander também já retiraram a taxa de carregamento dos clientes. O movimento, aqui, visa a melhorar o volume de captação de recursos que tem sido impactado pela redução da taxa básica, a Selic, uma vez que boa parte dos recursos está alocada na renda fixa e, portanto, rendendo menos.

O BB destaca, em nota, que a iniciativa integra uma estratégia do banco que contempla outras ações recentes para tornar o mundo dos investimentos mais acessível e descomplicado para os investidores brasileiros. Na semana passada, o BB anunciou um fundo de investimento inédito que investe em ações de empresas com práticas de equidade de gênero, o BB Ações Equidade.

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