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Bitcoin volta a quebrar recorde e acumula valorização de 1000% em 12 meses

Moeda virtual ultrapassa marca de US$ 8 mil, com valor de mercado chegando a US$ 136,6 bilhões

Flavia Alemi, O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2017 | 19h09

O bitcoin voltou a quebrar mais um recorde nesta segunda-feira, 20, e ultrapassou os US$ 8 mil, chegando à cotação máxima de US$ 8.263,01, de acordo com a CoinDesk, uma das maiores consultorias de moedas virtuais. No acumulado de 12 meses, o bitcoin aponta valorização de 1000%, com o valor de mercado chegando a US$ 136,6 bilhões.

De acordo com analistas, o novo recorde se deu por causa da maior demanda institucional pela criptomoeda. Nesta segunda-feira, o CME Group detalhou os planos para o início das vendas de contratos futuros baseados em bitcoin, que deverá começar no dia 11 de dezembro, caso não haja contratempos regulatórios. Cada contrato será composto por 5 BTC e utilizará os índices de preço de bitcoin já existentes no CME Group.

Ao longo de 2017, o bitcoin renovou máximas sequenciais, ainda que de forma extremamente volátil, o que despertou curiosidade dos mais variados públicos, de grandes banqueiros a pequenos investidores.

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Para o diretor-executivo do Morgan Stanley, James Gorman, o bitcoin é, por definição, "especulativo". "Qualquer um que acredite estar comprando um investimento estável está se iludindo", disse em entrevista ao canal CNBC na semana passada. Em outubro, seu colega do J.P.Morgan Chase, Jamie Dimon, um dos críticos mais ferrenhos da moeda virtual, chamou a moeda virtual de "fraude".

Diante das recentes discussões sobre a legalidade do bitcoin, o Banco Central do Brasil publicou na quinta-feira, 16, um comunicado alertando para os riscos decorrentes das operações com criptomoedas. "Não foi identificada, até a presente data, pelos organismos internacionais, a necessidade de regulamentação desses ativos", disse a autoridade monetária no comunicado. No Brasil, o preço de um único bitcoin passou de R$ 28 mil nesta segunda-feira nas duas maiores bolsas de moedas virtuais, a Mercado Bitcoin e a FoxBit.

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A ausência de um órgão regulador, no entanto, não parece afetar os entusiastas das moedas virtuais - muito pelo contrário. Associado a atividades ilegais desde a sua criação, o bitcoin está aos poucos conseguindo mudar essa imagem após receber votos de confiança de grandes empresas que passaram a aceitar a moeda como forma de pagamento, como a Microsoft, Dell, Wikipedia, Tesla, entre outras.

Além disso, rumores do mercado financeiro apontam que o Goldman Sachs estaria avaliando uma nova operação de negociação dedicada a moedas virtuais. 

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