Bolsa vai da lanterna ao topo do ranking de investimentos em setembro

Dólar também foi destaque no mês, após fechar setembro no menor patamar em dois anos

Yolanda Fordelone, do Economia & Negócios,

30 de setembro de 2010 | 17h13

A capitalização da Petrobrás e a grande publicidade da Bolsa brasileira no mercado internacional foram positivas para a BM&F Bovespa. Em setembro, a Bolsa teve o melhor resultado entre os investimentos, com alta de 6,58%. As duas ações mais líquidas do mercado – Petrobrás PN e Vale PNA – ajudaram na alta. O papel da mineradora subiu 11,75%, enquanto a petrolífera avançou 4,72%.

A alta se deve a dois fatores, segundo especialistas. "Houve muita publicidade, o que atraiu mais recursos de estrangeiros para a Bolsa, e a tendência da queda dos juros, apesar de algumas altas em 2010, continua. O interesse das pessoas físicas por renda variável tende a crescer", diz o agente autônomo de investimentos e autor do livro MoneyFit, André Massaro.

Segundo o professor de finanças da FIAP, Marcos Crivelaro, lembra que a Bolsa vive de notícias boas e ruins. "Em setembro, o que percebo que é as notícias positivas superaram as negativas. Há chances de a Bovespa romper os 70 mil pontos ainda em ano, o que dá espaço para ganhos significativos, de até 20% no curto espaço de tempo", acredita. Ele sugere que os investidores aumentem a posição em renda variável, para até 40%, já que, em sua visão, as perspectivas são boas.

As ações da Vale, neste mês, foram fortemente influenciadas pela alta do preço das matérias-primas (commodities). Já as da Petrobrás atraíram o dinheiro dos investidores por conta da oferta de ações.

No lado oposto do ranking, o dólar também mereceu a atenção dos investidores neste fim de mês. No mês, teve queda de 3,64% e fechou a R$ 1,692, o menor nível desde 3 de setembro de 2008. Especialistas recomendam a compra da moeda para quem vai viajar ao exterior no fim do ano, pois uma intervenção mais forte do governo pode fazer com que o dólar não se mantenha nesse patamar tão baixo nos próximos meses.

Renda fixa

Entre as aplicações conservadoras, os fundo de renda fixa se mostraram a melhor opção de aplicação. Subiram 0,75% em setembro. Os fundos Di aparecem logo em seguida, com retorno de 0,67%.

Os especialistas lembram que é importante manter pelo menos uma parte da carteira nessas aplicações consideradas menos arriscadas. "A poupança é interessante para investidores que não têm acesso a fundos DI e renda fixa, com taxa de administração inferior a faixa de 2% a 2,5% ao ano, para movimentações em até seis meses e Imposto de Renda de 22,5%, ou de 2,5% a 3%, para mais de dois anos e IR de 15%. A poupança rendeu 0,58% em setembro.

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