Com inflação de 2,95% em 2017, ganho real da poupança é o maior desde 2006

Retorno da caderneta foi de 3,88% no período; resultado, no entanto, perde para outros investimentos, segundo dados da Economática

O Estado de S.Paulo

10 Janeiro 2018 | 17h39

Com a inflação de 2017 fechada em 2,95%, conforme anúncio realizado  pelo IBGE nesta quarta-feira, 10, o poupador que manteve as economia na caderneta de poupança auferiu ao longo do ano lucro real de 3,88%, a maior alta obtida pela aplicação desde 2006, quando a poupança registrou ganho real de 5,10%. 

O levantamento foi realizado pela consultoria Economática que, para chegar ao cálculo de ganho real descontou o IPCA do período do retorno nominal de 6,94% da caderneta de poupança em 2017.

Apesar do retorno positivo, a poupança ainda perde para as demais modalidades de investimento, como o mercado de ações, que liderou o ranking de aplicações em 2017 com ganho real de 23,22% do Ibovespa, índice de referência com as principais ações negociadas na Bolsa, seguido pelo euro, que registrou 12,14%, o investimento em ouro (10,63%) e o CDI, que obteve alta de 6,78%.

Em 2017, foi no mês de agosto que o poupador o maior retorno para seus investimento na caderneta de poupança, 5,05%. Na outra ponta, dezembro marcou a menor lucratividade para o investimento desde maio de 2016,  0,06%.

No mercado acionário, 16 papéis registram ganho de poder aquisitivo nos anos de 2015 a 2017. A ação da Vulcabras ON (VULC3) foi a que trouxe maior retorno em 2017, 268,31%. No acumulado dos últimos três anos, o retorno foi de 521,36% acima do IPCA.

 

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