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Corretoras disputam clientes com saldões na Black Friday

Instituições financeiras prometem custos menores e diminuição de aplicação mínima durante novembro

Jéssica Alves, O Estado de S.Paulo

07 Novembro 2016 | 05h00

As corretoras também entraram na Black Friday, campanha de descontos no mês de novembro, para angariar mais investidores para a renda fixa e Bolsa da Valores. A promessa é oferecer redução de valor mínimo necessário para aplicar, retornos mais atrativos, corretagem gratuita e plataformas de acesso ao pregão (home broker).

Em um dos lados da disputa estão os produtos de renda fixa, que são favorecidos pela taxa de juros elevada, apesar do primeiro corte na Selic em quatro anos. Esses produtos se assemelham a “empréstimos” que o investidor faz e recebe em troca juros com valores que podem acompanhar a variação da Selic ou da inflação. Os produtos de renda fixa são mais conservadores, mas garantem boa rentabilidade. Entre eles, destacam-se CDBs, letras de créditos e o Tesouro Direto, que teve aumento de 70,8% nos últimos 12 meses no número de cadastros.

Os títulos mais vantajosos oferecidos no mês pela Easynvest, segundo Márcio Cardoso, sócio-diretor da corretora, são as letras de crédito imobiliário e agrícola (LCIs e LCAs) e CDBs, produtos bancários que acompanham a demanda das instituições por captação para reverter o dinheiro em crédito aos consumidores e empresas.

“Algumas instituições financeiras estão aproveitando para capturar parte de recursos que eles deverão precisar”, diz Cardoso.

A Easynvest diz ter reduzido o valor mínimo de investimento em títulos privados, de R$ 5 mil para R$ 3 mil, e está oferecendo CDB para 4 anos, com rentabilidade de 119% do CDI (antes na faixa de 115%), CDB para 2 anos, com rentabilidade de 118% do CDI (antes na faixa de 113%). O CDI (certificado de depósitos interfinanceiros) é a referência de rentabilidade na renda fixa.

Imposto de Renda. A LCA se destaca por ter isenção de Imposto de Renda. O produto com prazo de 1 ano é oferecido com rentabilidade de 95% do CDI (ante 91%).

“É uma oportunidade para as pessoas se mexerem, elas estão perdendo poder de compra”, diz Sandra Blanco, consultora de investimentos da Órama. A Órama busca conquistar as pessoas que não mexeram no dinheiro nos últimos tempos por receio em relação às perspectivas da economia e àqueles que continuam no conforto da poupança, que rende menos do que a inflação e perde para a maior parte dos fundos.

A Órama entra na disputa oferecendo LC para 4 anos, com rentabilidade de 123% do CDI a partir de R$ 10 mil e LCA para 90 dias com rentabilidade de 90% do CDI a partir de R$ 1 mil.

A renda variável (quando o investidor não tem como saber previamente qual será a rentabilidade), que vem ganhando espaço diante do início do ciclo de queda da taxa de juros e um cenário mais previsível, também é uma das apostas para a data. A corretora XP Investimentos defende a renda variável como “produto da vez”. Raony Rossetti, chefe de renda variável no varejo, acredita que a valorização da Bolsa vem contribuindo para um aumento do interesse dos investidores. A corretora está oferecendo corretagem gratuita por 15 dias corridos para novos clientes e atuais que não operam renda variável. Também estão inclusos os que migraram de outra corretora.

Nas previsões de Rossetti, a campanha deve ajudar a aumentar a base de clientes, ao mesmo tempo em que deve trazer de voltar quem estava sem motivação para operar no mercado de ações. A corretora oferecerá plataformas de home broker, que podem custar R$ 200, gratuitamente para os clientes.

Monica Sacarelli, sócia da corretora Rico, acredita que a campanha é uma oportunidade para os investidores conhecerem outros produtos, já que “muitos conhecem só Tesouro Direto”. A Rico fará ofertas surpresas durante a semana do dia 21 ao 25 e pretende dobrar o número de negociações.

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