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Dólar sobe 18% em setembro e lidera ranking de investimentos do mês

A Bolsa, por sua vez, perdeu 7,38% no período e é o pior investimento há seis meses consecutivos 

Roberta Scrivano, de Estado de S.Paulo,

30 de setembro de 2011 | 19h30

SÃO PAULO - O dólar foi o melhor investimento de setembro. A moeda americana fechou o mês com alta de 17,94%, cotada a R$ 1,88. É a maior valorização mensal para o dólar desde setembro de 2002. A Bolsa, por sua vez, está na lanterna do ranking de investimentos há seis meses consecutivos. Só em setembro a modalidade perdeu 7,38%. Cenário como esse, de seis resultados mensais negativos seguidos na Bolsa, só foi visto entre os meses de junho e novembro de 2008.

A configuração do ranking no mês passado, dizem especialistas, se deve ao crítico cenário internacional. "Em 2008 foi assim: dólar rendendo bem, ouro também ali nas primeiras colocações e a Bolsa perdendo", comenta Marcos Moore, coordenador de cursos da XP Educação.

O ouro, em setembro, aparece como o segundo melhor investimento, com alta de 3,07%. No ano, o metal precioso já soma alta de 19,39%. O dólar, levando em conta o período que começa em janeiro, está na segunda colocação do ranking, com ganhos de 12,98%.

"O dólar está se valorizando não só diante ao real, mas a outras moedas também", explica Paulo Corchaki, diretor de gestão de recursos do Itaú Unibanco. Para ele, dois terços dos motivos que estão colocando o dólar em valorização diante do real são por conta do mercado externo. "O outro um terço tem a ver com o mercado interno", define Corchaki.

Sobre a Bovespa, que no ano já acumula recuo de 24,50%, os especialistas não estão muito otimistas para uma virada de resultados. Todos eles, no entanto, comentam que, com tanta queda, diversos papéis estão baratos e, portanto, esse pode ser um bom momento para a compra de ações. "Em razão da baixa do Ibovespa, em setembro, permanece a recomendação que tenho feito há alguns meses de compra gradativa e parcial da carteira de ações", sugere Fábio Colombo, administrador de investimentos.

Moore, da XP Educação, lembra ainda que não é porque o Ibovespa está caindo que todas as ações da Bolsa estão em queda também. "A indústria de fumo, empresas ligadas ao mercado interno, as companhias de eletricidade e de telefonia são exemplos de papéis que estão em alta no ano", pontua. Por outro lado, siderúrgicas e construtoras, segundo ele, estão baratas e podem configurar boas oportunidades de compra.

Conservadores

Das modalidades de investimento que integram a renda fixa, apenas os CDBs de baixo valor (0,61%), os fundos DI para pequenos investidores (0,60%) e a poupança (0,60%) renderam menos que a inflação medida pelo IGP-M (0,65%) durante o mês de setembro. Os fundos de renda fixa, por exemplo, ficaram em terceiro lugar no ranking, com alta de 0,85%. Os CDBs que têm mais de R$ 100 mil aplicados ganharam 0,78%; enquanto que os fundos DI acumularam alta de 0,75%. Com a perspectiva de queda na taxa básica de juro (Selic), no entanto, essas opções de investimento tendem a ficar menos atrativas.

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