Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Endividamento cresce em julho, mas diminui em um ano

Número de brasileiros com contas em atraso, por outro lado, caiu na comparação com junho, mas avançou em um ano

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

31 Julho 2017 | 11h18

RIO - Os brasileiros ficaram mais endividados na passagem de junho para julho, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) mostra que o porcentual de famílias endividadas cresceu de 56,4% para 57,1% no período. Na comparação com julho do ano passado, entretanto, houve queda de 0,6 ponto porcentual.

"Apesar de ter aumentado em julho, o porcentual de famílias com dívidas registrou queda na comparação com o mesmo período do ano anterior, apontando um ritmo ainda fraco de concessão de empréstimos e financiamentos para as famílias, mesmo após o processo de queda das taxas de juros", avaliou Bruno Fernandes, economista da CNC, em nota oficial.

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Na direção oposta, houve ligeiro recuo na proporção de famílias com dívidas ou contas em atraso, que passou de 24,3% em junho para 24,2% em julho. Em relação a julho de 2016, porém, a fatia de consumidores inadimplentes cresceu 1,3 ponto porcentual.

A parcela de famílias que declararam não ter como pagar as dívidas em atraso, permanecendo inadimplentes, caiu de 9,6% em junho para 9,4% em julho, o que ainda representa um aumento de 0,7 ponto porcentual na comparação com julho de 2016.

A proporção de famílias que se disseram muito endividadas subiu de 13,8% em junho para 14% em julho, uma queda de 0,7 ponto porcentual ante julho do ano passado.

O tempo médio de atraso no pagamento de dívidas foi de 63,1 dias em julho de 2017, contra 62,4 dias de julho de 2016. Em média, o comprometimento com as dívidas foi de 7,1 meses, sendo que 32,4% das famílias possuíam dívidas por mais de um ano. Entre aquelas endividadas, 21,6% afirmam ter mais da metade da renda mensal comprometida com o pagamento de dívidas.

O cartão de crédito permanece como a principal forma de endividamento (citado por 76,8% das famílias), seguido de carnês (15,4%) e crédito pessoal (11%).

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