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Funcionários da Petrobrás e BB são os que mais perdem com queda da ações da BRF na Bolsa

Fundos de pensão Previ e Petros, respectivamente do Banco do Brasil e da Petrobrás, detêm 22,10% das ações da dona da Sadia e Perdigão e, em um único dia, perderam mais de R$ 1 bi

Renato Jakitas, O Estado de S.Paulo

05 Março 2018 | 20h15

No dia em que a BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, perdeu quase R$ 5 bilhões em valor de mercado na Bolsa, nenhum investidor amargou mais prejuízo do que os funcionários da Petrobrás e do Banco do Brasil

Juntos, os fundos de pensão Petros, da estatal de energia, e Previ, do BB, vão dormir quase R$ 1,1 bilhão mais pobres, nesta segunda-feira, 5. Sozinhos, eles detêm 22,10% dos papéis da BRF da B3 e representam os maiores investidores individuais da companhia. Os cálculos são de Einar Rivero, da Economática.

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A Tarpon Investimentos, terceira maior acionista da BRF, perdeu R$ 425 milhões. E o grupo de investimentos inglês Standard Life Aberdeen amargou revés de R$ 247 milhões.

Todos os investidores minoritários, com menos de 5% de participação, perderam R$ 3,177 bilhões. Eles possuem 64,30% das ações. 

BRF ON fechou com baixa de 19,75%. A operação da Polícia Federal resultou na prisão temporária do ex-presidente da empresa Pedro de Andrade Faria e o ex-diretor-vice-presidente da BRF, Hélio Rubens Mendes dos Santos.

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Em um dia, a empresa perdeu quase R$ 4.941 bilhões em valor de mercado, segundo cálculos da consultoria Economatica. O valor de fechamento da ação, de R$ 24,75, não era registrado desde agosto de 2011, ainda segundo a consultoria.

 

Oportunidade. Para o professor da Fipecafi, Silvio Paixão, a desvalorização de 19,75% no preço das ações pode ser uma oportunidade para o investidor. Segundo ele, parte desta queda deve ser revertida já no final da manhã desta terça-feira, 06. 

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