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Fundo imobiliário tem risco de renda variável

Investir nesse tipo de produto é opção para diversificar aplicação

Fábio Gallo, O Estado de S. Paulo

01 de abril de 2019 | 05h00

Investir em Fundos Imobiliários vale a pena neste momento de juros baixos? 

Investir em fundo de investimento imobiliário (FII) é uma boa opção para diversificar a carteira de investimentos. Os dados inicias apontam que este ano será bom para o setor imobiliário. Mas, é preciso entender como esses fundos funcionam e que há um maior grau de risco envolvido. Os fundos de maneira geral têm comportamento de renda variável. Mas, observe que os FIIs são fundos fechados e, portanto, suas cotas devem ser negociadas no mercado secundário, diferentemente de um fundo de renda fixa aberto que o investidor que deseja sair basta pedir o resgate da cota. Os FIIs captam recursos de por meio de cotas destinado a aplicação em empreendimentos imobiliários, podendo ser em fase de desenvolvimento ou já construídos dedicados a gerar rendimentos vindos de aluguel ou venda. Da mesma forma, podem investir em títulos e valores imobiliários dedicados ao setor imobiliário, como CRI, LCI, Letras Hipotecárias, etc. O mercado denomina “fundos de tijolo” aqueles que investem em empreendimentos físicos e ‘fundos de papel’ os que investem em títulos. Caso você queira conhecer toda a classificação dos fundos imobiliários, consulte as Diretrizes do Código de Administração de Recursos de Terceiros da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Os FII são simples de investir, permitem diversificação e não há incidência de IR para pessoas físicas sobre os rendimentos distribuídos, diferente do investimento direto em imóveis em que os aluguéis são tributados por meio do carnê leão. Observando-se os rankings dos melhores FII de 2018 encontramos rentabilidades entre 16% até próximas de 26%. Mas, é importante lembrar que o retorno passado não garante retornos futuros. Desse modo, pesquise sobre os diversos fundos e escolha o que melhor se adapta à sua carteira. 

 

Eu sou aposentado pelo INSS, mas continuo empregado na mesma empresa. Ouvi falar que na proposta das novas regras da aposentadoria em caso de minha demissão eu não vou receber a multa do FGTS, isso é verdade? É justo? 

A proposta das novas regras da Previdência pública inclui um “torpedo” que nada tem a ver com regras da aposentadoria. Trata-se de uma regra trabalhista, mas que o governo aproveitou o momento e tenta fazer um agrado para os patrões. Caso essa nova regra seja aprovada as empresas irão deixar de recolher FGTS dos empregados que já sejam aposentados que também não terão direito a receber a multa de 40% do saldo do FGTS em caso de demissão sem justa causa. O fim do recolhimento do FGTS será válido para aposentados que começarem a trabalhar após a reforma da Previdência entrar em vigor, e não vale para quem já estiver nessa condição. Mas, a extinção da multa de 40% é prevista para todos assim que as novas regras entrarem em vigor. Não dá para entender a justiça dessa nova regra: afinal, quem está no trabalhando, independentemente de sua condição, deveria ter os mesmos direitos. Por outro lado, há uma regra na legislação atual que também não faz muito sentido para os aposentados que continuam empregados, que é a manutenção do desconto do INSS, mas sem a possibilidade de desaposentação ou receber outro benefício. O argumento é que o trabalhador que já recebe um dos benefícios da Previdência não pode receber outro, como auxilio doença. Que dizer que a contribuição é obrigatória, mas o direito a beneficio não? Vai entender... Gostaria que fosse uma mentirinha de 1º de abril.

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