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Greve dos bancários paralisa 4.191 agências

 Balanço da Contraf-CUT indica que no primeiro dia a paralisação não atingiu 25% das unidades, mas é mais forte que a de 2010

Marcelo Rehder, de O Estado de S. Paulo,

27 de setembro de 2011 | 23h09

No primeiro dia da greve nacional dos bancários, a paralisação atingiu 4.191 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em 25 Estados e no Distrito Federal. O balanço foi divulgado no início da noite de ontem pela Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Apesar de parcial (existem cerca de 19,8 mil agências no País), o movimento começou com mais força do que no ano passado - uma das maiores greves que a categoria fez nos últimos 20 anos -, quando os trabalhadores fecharam 3.864 unidades,

"A força da greve nacional mostra a grande insatisfação dos funcionários com a postura dos bancos", afirmou Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. A expectativa dos sindicalistas é de que o movimento cresça e se consolide nos próximos dias com a mobilização da categoria.

Em campanha salarial, os bancários resolveram ir à greve em assembleias que rejeitaram a oferta de Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste de 8%, que representa aumento real de 0,56% além da inflação de 7,4% acumulada nos últimos 12 meses. Os trabalhadores querem reajuste de 12,8%, o que representa 5% de aumento real. Pedem ainda valorização do piso salarial, maior participação nos lucros e mais contratações, entre outras reivindicações.

A Fenaban não divulgou balanço. "O que a gente pode dizer é que a grande maioria das agências funcionou, mas algumas ficaram fechadas o dia todo, o que incomoda a população", afirmou o diretor de relações trabalhistas da Fenaban, Magnus Apostólico Romano.

O negociador dos bancos fez questão de destacar que, mesmo "bastante parcial", a greve pode atrapalhar a vida de muitos clientes, especialmente aposentados. "Lamentamos particularmente que a greve tenha sido deflagrada em um período de pagamento dos aposentados."

São 26 milhões de beneficiários que recebem seus proventos pela rede bancária. "Muitos deles preferem ir à própria agência para retirar o dinheiro, e serão afetados pela paralisação." Romano frisa que os canais alternativos podem ser utilizados a qualquer momento, como internet, telefones e terminais de autoatendimento, além dos correspondentes bancários.

Em São Paulo, principal centro financeiro do País, 21,1 mil bancários cruzaram os braços ontem, paralisando parcial ou totalmente 687 agências e centros administrativos, segundo o Sindicato de São Paulo, Osasco e Região. A base territorial da entidade abrange 2,4 mil locais de trabalho e 135 mil bancários.

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