Juros de cartões de loja podem chegar a 875% ao ano

Juros de cartões de loja podem chegar a 875% ao ano

De acordo com associação de defesa do consumidor Proteste, que avaliou 37 cartões, essa modalidade de crédito deve ser evitada

O Estado de S.Paulo

16 Abril 2018 | 17h26

Em pesquisa com 37 cartões de marca própria, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, a Proteste,  constatou que os juros cobrados podem sair extremamente caros. Com taxas de 875,25% ao ano, os cartões das redes Riachuelo e Sonda apresentaram os maiores juros do levantamento.

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Para a Proteste, é possível aproveitar esses tipos de cartões para descontos e promoções específicas.  Mas é recomendável evitar pagar anuidades ou assegurar que o uso que fazem compensa o custo. A entidade também aconselha evitar utilizar o crédito desses cartões, especialmente os mais caros.

Também conhecidos como private label, esses cartões servem para comprar na loja que os fornecem, e são populares pela possibilidade de adiar o pagamento em até 40 dias, em média.

A anuidade dos cartões também foi um fator avaliado pela associação. Os únicos cartões avaliados que realmente não têm anuidade, são os da Riachuelo, Renner (ambos para os cartões que só permitem comprar na própria loja), Petrobras e Saraiva (estes são cobranded, emitidos por uma instituição financeira em parceria com o estabelecimento comercial).

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O estudo mostrou que, na maioria das vezes, a taxa de anuidade é cobrada dos consumidores conforme seu uso. Por exemplo, o "Meu Cartão", da Renner, cobra R$ 118. O Shell, operado pelo Santander, tem anuidade isenta só nos três primeiros meses, depois o valor é alterado de acordo com o gasto efetuado nas faturas.

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