Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Mesmo com queda da Selic, fundos de renda fixa mantêm atratividade

Poupança só é mais vantajosa na comparação com fundos cujas taxas de administração superam 2% ao ano; veja como ficam as taxas para operações de crédito nos bancos

Jéssica Alves, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2017 | 18h31

Em meio à crise política após a delação de Joesley Batista,  da JBS, envolvendo o presidente Michel Temer, o Banco Central decidiu cortar a taxa Selic (taxa básica de juros) em 1,0 ponto porcentual, de 11,25% para 10,25% ao ano.

Para Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor de pesquisas econômicas da Anefac, mesmo com a redução da taxa básica de juros, os fundos de renda fixa vão continuar se destacando em relação à caderneta de poupança na maioria dos casos. No entanto, para as aplicações de baixo valor, em que os fundos de investimento cobram taxas de administração mais elevadas, a caderneta de poupança é mais atrativa – principalmente sobre os fundos cujas taxas de administração sejam superiores a 2% ao ano, conforme tabela abaixo:

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A caderneta de poupança se sai melhor que os fundos de renda fixa em alguns casos porque tem seu ganho garantido por lei (Taxa Referencial + 6,17% ao ano) e não sofre qualquer tributação,  diferentemente dos fundos de renda fixa, que sofrem tributação do imposto de renda sobre seus rendimentos e taxa de administração.

Além disso, quanto menor o prazo de resgate, maior será a tributação de IR, conforme tabela abaixo:

Para Michael Viriato, coordenador do laboratório de finanças do Insper, mesmo com a queda recente da Bolsa e um mercado mais amargo, o investidor não devem mudar muito de comportamento. Para ele, é preciso estar sempre atento a tudo independente do tipo de investimento.  A diferença, afirma, é que, com o agravamento da situação política, é recomendável uma postura um pouco mais conservadora.

A receita que Viriato recomenda para quem tem um perfil mais conservador é investir em CDI de curto prazo para gastos emergenciais e títulos privados ou atrelados à inflação para estratégias de médio prazo, como viagens ou uma pós-graduação. Para objetivos futuros, como aposentadoria, o aconselhável é diversificar e ter um pouco mais de risco para ter ganhos maiores, como é o caso dos fundos multimercado.  

Joelson Sampaio, professor de economia da Fecap, aconselha o investidor a sempre pesquisar taxas e usar a tecnologia a seu favor, como os aplicativos que comparam os investimentos. Outra dica antes de investir é conhecer o histórico do fundo.

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