Bolsa lidera investimentos no 1º semestre, com alta de quase 19%

Em junho, ganho da Bovespa foi de 6,30%; em último lugar no ranking ficou o dólar, que recuou 18,93% nos primeiros seis meses do ano e 11,09% no mês

Economia & Negócios, O Estado de S.Paulo

30 Junho 2016 | 19h30

A Bolsa foi o investimento mais rentável no primeiro semestre deste ano. No acumulado até junho, o Ibovespa – termômetro do mercado acionário brasileiro –, teve alta de 18,87%. No mês, o ganho foi de 6,30%.

Na outra ponta ficou o dólar, em último lugar no ranking, com perdas de 18,93% no acumulado de 2016. No último pregão do primeiro semestre do ano, a moeda americana caiu pela terceira sessão seguida ante o real, aos R$ 3,2105. Só nos últimos três dias, a perda foi de 5,35%. No mês, teve queda de 11,09%.

O movimento de valorização da Bolsa e de recuo do dólar, no cenário interno, está relacionado às medidas anunciadas pela equipe econômica de controle das contas públicas. Além disso, o Banco Central, nesta semana, afirmou que não vai baixar os juros no curto prazo e reiterou o compromisso com a meta de inflação, aumentando a confiança do mercado.

“A Bolsa está bastante depreciada ainda, mas teve alguns aumentos com o avanço do processo de impeachment neste primeiro semestre, e com o anúncio do pacote de austeridade”, diz Fabio Colombo, administrador de investimentos. “Ainda há espaço para a Bolsa subir se, aos poucos, as medidas forem sendo de fato implementadas.”

Ele aponta que, não fosse o Brexit – referendo que aprovou a saída do Reino Unido da União Europeia –, que puxou os mercados globais para baixo, e alguns entraves políticos enfrentados pelo governo, a Bovespa teria uma recupeção ainda maior. “Se o investidor tem perfil para renda variável e dispõe de recursos que não vai precisar mexer de três a cinco anos, é uma opção bastante interessante colocar uma parte nesses ativos", diz Colombo.

Renda fixa. Os fundos de renda fixa tiveram avanço médio de 6,81% no semestre, e no mês, na faixa de 1,05% a 1,20%, dependendo da composição da carteira e da taxa de administração do fundo. “Em junho, a renda fixa apresentou resultados similares aos fundos DI”, diz Colombo. 

Os títulos indexados à inflação devem avançar cerca de 7,43% no período. Para junho, porém, devem apresentar resultados fracos, com o IPCA do mês projetado em 0,36%. Já a poupança, com o atual nível da Selic, continua a perder competitividade frente à renda fixa, com avanço de 4% no primeiro semestre e de 0,71% em junho.

Para o pequeno e médio investidor, que não pode aguentar volatilidade, Colombo recomenda o investimentos em fundos DI, CDBs e títulos pós-fixados, que têm apresentado boa rentabilidade. "Quem tem um pouco mais visão de longo prazo deve aplicar de 20% a 30% da renda fixa em títulos atrelados à inflação, que têm apresentado ganho real de 6% a 6,5%", diz Colombo.

"A boa notícia  para quem aplica na renda fixa é que o BC não deve baixar os juros tão rapidamente e, se a inflação continuar cedendo, vai começar a proporcionar mais ganho real para os investidores. Com o juro nominal mantido, o ganho aumenta", diz.

 

 

 

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