O investidor em 2015

Ao contrário de outros anos, as previsões estão muito pessimistas para os investimentos, pois o cenário de fim de ano foi bem ruim. O dólar nas alturas, a Bolsa de Valores caindo, a taxa de juros subindo, o crescimento zerado, investimentos em queda, o preço das commodities caindo, o rublo derretendo, a Petrobrás indo para o pré-sal. E a corrupção de vento em popa. Investir em 2015 vai exigir conhecimento, planejamento, dedicação e, antes de tudo, muito sangue frio.

Fábio Gallo, professor de Finanças Pessoais da FGV/SP e da PUC/SP, O Estado de S.Paulo

05 de janeiro de 2015 | 02h02

No caso da Bolsa, quem está fora deve esperar por um momento mais calmo. Quem está dentro, vai precisar de bastante frieza. Somente saia da posição dentro de uma estratégia muito bem definida ou caso precise do dinheiro investido. Ações de empresas ligadas a setores mais resistentes ou com receitas indexadas ao dólar podem ser alternativas interessantes. Papéis de seguradoras, exportadoras, bancos, educação e programas de fidelidade estão entre as indicadas. Já a Petrobrás não está na lista de ninguém.

Os fundamentalistas terão muito mais trabalho para reconhecer geração de valor e buscar investimentos adequados às suas carteiras. Será essencial analisar os segmentos da economia e buscar diversificação consistente.

A renda fixa ainda é um porto seguro no Brasil. A inflação resistente induz ao aumento das taxas de juros em nosso mercado. Assim, casar os objetivos financeiros com as diversas opções de renda fixa é uma maneira correta de investir. Para prazos mais longos, os títulos do Tesouro Direto são boas opções, tanto pré-fixados como pós-fixados. Também são alternativas interessantes as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), que são isentas de Imposto de Renda e ainda cobertas em até R$250 mil pelo Fundo Garantidor de Crédito, tal como a poupança. E ainda há opções como as Letras de Câmbio, os CDBs e os fundos.

O fato concreto é que nós teremos de fazer a lição de casa. As estratégias deverão ser mais firmemente definidas.

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