Planos odontológicos

Ao longo da vida, todos os seres humanos terão algo mais ou menos sério que exigirá a visita ao dentista

Antonio Penteado Mendonça, O Estado de S.Paulo

11 Junho 2018 | 05h00

Dentista é uma palavra que assusta. As pessoas, em média, não gostam de pensar no assunto, mas tratar da boca é tão importante quanto tratar do coração. Quem imagina que tratar da boca é apenas obturar cáries está enganado. Tratar da boca vai muito além dos dentes e não o fazer pode ter sérias consequências para a saúde.

A imensa maioria das consultas a dentistas são procedimentos de rotina, como limpeza dos dentes, raspagem da gengiva, retirar tártaro, refazer obturações, verificar cáries, etc. Mas há procedimentos mais sofisticados que também são feitos regularmente, como colocar aparelho, extrair dentes, tratar canal, fazer implante, etc.

Esta gama de procedimentos tem em comum uma coisa: o preço. Dentista hoje custa caro. Não porque os profissionais não mereçam o que cobram, mas porque a remuneração média do brasileiro é baixa e invariavelmente mal dá para os custos fixos do dia a dia. Qualquer despesa extra onera a conta e quando esta despesa é um pouco maior e inadiável, como é o caso de ter que tratar uma dor de dente, o desequilíbrio financeiro pode evoluir para entrar no cheque especial ou fazer um empréstimo para pagar a contaNão é por outra razão que o brasileiro, além dos planos de saúde privados clássicos, nos últimos anos, tem procurado e contratado planos odontológicos. É a solução para uma despesa certa que ocorrerá num momento incerto, podendo agravar substancialmente a situação econômica do cidadão.

Ninguém pode prever quando terá uma dor de dente. Mas todos podem se programar para, pelo menos uma vez por ano, visitarem um dentista para uma consulta de rotina, na qual se fará uma verificação das condições da boca e provavelmente uma limpeza dos dentes e da gengiva.

Tem quem dirá que este custo é suportável e que a soma das mensalidades do plano odontológico durante um ano custará mais caro. É verdade. Se não houver qualquer tipo de problema e a consulta se encerrar com a limpeza, o seu custo será menor do que a anuidade do plano. Mas como fica se durante a verificação o dentista descobrir uma cárie ou, mais complicado, se identificar a necessidade do tratamento de um canal? 

Quanto custa colocar um aparelho para corrigir os dentes, a mastigação ou outro problema que exija o uso do equipamento? É sempre bom lembrar que o uso de aparelho costuma ser um processo relativamente longo, durante o qual é necessária a manutenção e a troca das peças, bem como maior atenção aos dentes e, por isso mesmo, exige visitas mais constantes ao dentista.

Os planos odontológicos foram criados para fazer frente a este tipo de situação, que não pode ser considerada uma exceção ou mesmo imprevisível.

Fazer o acompanhamento das condições da boca é algo que começa na infância. Com pouca idade, a criança já deve ir ao dentista para mapear a primeira dentição, passar flúor, verificar a arcada, além de identificar as medidas necessárias para minimizar problemas futuros.

Isso é só o começo. Ao longo da vida, todos os seres humanos terão, em algum momento, algo mais ou menos sério que exigirá a visita ao dentista. Daí a importância da prevenção no tratamento dos dentes. Tudo que pode ser identificado ou tratado ainda no começo é menos dolorido e mais barato do que deixar o quadro evoluir para um problema crônico que poderia ter sido minimizado.

As emergências e os acidentes não podem ser previstos. Ninguém tem o dom de evitar uma queda ou uma batida que quebre um dente. Ninguém tem como evitar uma inflamação de canal. São eventos que atingem milhões de pessoas e que podem custar caro.

O surgimento dos planos odontológicos é consequência da necessidade de proteção, por um preço suportável, para situações que podem custar caro.

Com coberturas que atendem as duas grandes vertentes - os tratamentos em função das particularidades de cada boca e os acidentes de percurso -, os planos odontológicos ainda oferecem uma rede credenciada em condições de prestar eficientemente o atendimento necessário. Isso faz deles produtos tão importantes quanto os planos médicos hospitalares. 

*ANTONIO PENTEADO MENDONÇA É SÓCIO DE PENTEADO MENDONÇA E CHAR ADVOCACIA E SECRETÁRIO GERAL DA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS

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