WERTHER SANTANA/ESTADÃO
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Plataformas gratuitas ajudam a buscar investimentos em renda fixa

Juro mais baixo exige esforço no garimpo de opções; sites comparam taxas e até o risco de bancos e corretoras

Malena Oliveira, O Estado de S.Paulo

14 Agosto 2017 | 05h00

Mesmo em tempos de juros em queda, com a perda de fôlego da inflação, a renda fixa segue sendo uma boa opção para investimentos – mas é preciso um esforço maior para garimpar e comparar opções. Nessa tarefa, aplicativos e plataformas gratuitas na internet ajudam o investidor a analisar desde o que está disponível na prateleira de bancos e corretoras até a própria solidez da instituição em que se pretende aplicar os recursos.

A proliferação dessas plataformas ajuda a democratizar o investimento em renda fixa e torna o mercado mais transparente. “O investidor consegue comparar rentabilidades sem ir ao banco e pode escolher de maneira mais fácil uma aplicação de acordo com seu perfil”, diz o professor de Finanças da Fecap, Joelson Sampaio. Ele destaca, porém, que nem sempre é possível encontrar alguns dos produtos mostrados pelos aplicativos. “Algumas aplicações estão acessíveis somente para determinado perfil de investidor. As taxas também podem variar”, diz.

Um desses aplicativos é o Renda Fixa, que mostra títulos privados (CDBs, LCIs, LCAs, entre outros) de 18 instituições financeiras, além do Tesouro Direto. É possível comparar aplicação mínima, prazos e taxas oferecidas, além de fazer projeções sobre rendimentos futuros. Em breve, a plataforma também vai oferecer o redirecionamento para cinco bancos e corretoras parceiras, facilitando a abertura de contas e a movimentação financeira dos usuários. 

“Trabalhei por 15 anos prestando serviços para bancos e nunca encontrei um site onde eu pudesse ver tudo o que era oferecido no mercado”, diz o desenvolvedor de software Francis Wagner, que criou o Renda Fixa em 2015, a partir de uma necessidade pessoal. Hoje, a plataforma tem 65 mil acessos por mês e já foi baixada em celulares 220 mil vezes. 

Plataformas semelhantes, Jurus e Yubb também permitem consulta a títulos públicos e privados no mercado, bem como suas taxas, prazos e valores mínimos para aplicação. As ferramentas mostram quais títulos podem ou não ser vendidos antes do vencimento e em quais circunstâncias: liquidez diária, resgate permitido após período de carência ou papéis sem liquidez. Também apontam a incidência ou não do Imposto de Renda e quais são as alíquotas para cada prazo de aplicação. 

Outra dessas plataformas é o site Banco Data, que replica e organiza informações entregues por instituições financeiras ao Banco Central. Lançado em 2016, o site permite visualizar balanços e comparar números de cerca de 300 bancos e corretoras. Além dos gigantes do varejo, é possível buscar informações também sobre instituições menores e mais jovens.

Para fundos, as fintechs Magnetis e Vérios possuem ferramentas online que mostram o desempenho histórico dessas aplicações. É possível ver a rentabilidade e comparar o desempenho de um ou mais fundos com o CDI, taxa que baliza aplicações conservadoras, e o Índice Bovespa, o principal indicador do mercado brasileiro de ações. Também é possível ver critérios mais complexos, como volatilidade e a relação entre risco e retorno.

O Banco Central tem em seu site ferramentas que permitem calcular o valor futuro de aplicações e corrigi-las de acordo com índices de inflação. AB3, por sua vez, permite calcular aplicações indexadas ao CDI. É possível também checar se títulos privados estão registrados no nome do investidor no site Cetip Meus Investimentos.

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