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Renda fixa é boa opção para aposentados

Tesouro Direto é uma alternativa interessante porque é possível optar por títulos prefixados ou pós-fixados, com vencimentos entre 2019 e 2050

Fábio Gallo, O Estado de S.Paulo

21 Novembro 2016 | 05h00

Peço orientação sobre a melhor forma de aplicar R$ 250 mil, que acabei de receber de um precatório, esperado desde 1993. Sou aposentada e tenho 58 anos.

Na sua condição de aposentada, mas sendo uma pessoa ainda nova, é adequado aplicar em renda fixa com prazo mais longo. Há ótimas alternativas no mercado. O Tesouro Direto é uma alternativa interessante porque você pode optar por títulos prefixados ou pós-fixados, com vencimentos entre 2019 e 2050. Os prefixados são aqueles que a rentabilidade nominal a ser recebida é conhecida no momento da compra, mas deve ser descontada a inflação para ser obtido o rendimento real. Os títulos prefixados são Tesouro Prefixado (LTN), Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F). o caso dos pós-fixados, os títulos são corrigidos por um indexador, além da taxa contratada, os títulos disponíveis são Tesouro Selic (LFT), Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B) e Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal). Há outras alternativas como fundos de renda fixa, mas nesse caso busque aqueles com baixa custo. Para prazos mais curtos, algo como três anos, há boas opções como CDBs, LCIs, LCAs e Letras de Câmbio. Esses títulos têm cobertura até R$250 mil pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Uma dica importante é você buscar coincidir o prazo das aplicações com o prazo de seus objetivos para uso dos recursos. Como você tem renda da sua aposentadoria, é muito conveniente manter uma carteira de investimentos para quando você estiver em idade mais avançada. Nessa fase, é muito importante estar preparada para gastos com saúde, mantendo uma poupança voltada para esse futuro.

Como pessoa física, caí na malha fina do ano em curso. Pelas informações do e-CAC da Receita Federal, o motivo é inconsistência em despesas médicas. Procurei informações na Receita, mas fui mal atendido. Há meios de eu saber antecipadamente e de forma desburocratizada qual o problema ou qual o documento (recibo médico) que originou a malha fina para eu poder agilizar o procedimento e retificar a declaração?

A despeito da melhora dos serviços prestados pela Receita Federal, o cidadão ainda tem a sensação de ser não ser tratado adequadamente. Já passei por essa situação e não consegui maneira mais ágil de obter informação e esclarecer o problema. Eu tive que ficar na fila por um bom tempo e, embora, bem atendido, o auditor não considerou um recibo bancário e acabei pagando pelo que não devia. Tenho amizade com outras três pessoas que tiveram problemas semelhantes e chegaram a ser tratados com ironia e, no meu entender, de maneira incorreta porque, além de apresentarem documentos hábeis, foram obrigados a apresentar cópias dos cheques correspondentes. Isso para casos bem marcados de que não infligiram regras fiscais e tinham recibos e outros comprovantes das despesas médicas. Não é possível saber de antemão o que fez você cair na malha fina, mas hoje em dia a checagem entre o prestador de serviços e o declarante está muito forte. Devemos entender a preocupação da Receita Federal em virtude do grande número de fraudes na declaração de gastos médicos. Uma das causas possíveis é você ter declarado a despesa e o médico não ter declarado corretamente o correspondente recebimento. Como mostrei nos exemplos, é algo comum ser solicitada a comprovação de gastos por meio de recibos e outros comprovantes. Por vezes, essa situação é gerada por incompatibilidade da renda do declarante com os gastos médicos declarados.

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