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‘Score’ mede capacidade de pagamento

Indicador mede o histórico de contas pagas em dia pelo consumidor

Fábio Gallo, O Estado de S.Paulo

22 de maio de 2017 | 05h00

Quero entender como funciona o score de crédito, pois tento há alguns meses fazer um cartão sem anuidade e não consigo. Pago minhas contas em dia e tenho uma renda de cerca de R$ 2 mil, mas preciso usar o cartão de crédito de minha mãe caso queira parcelar alguma compra.

O score de crédito basicamente considera o seu histórico de contas pagas em dia – se o seu nome já esteve negativado e quais os seus dados cadastrais, como emprego, residência, etc. O score funciona com base em uma pontuação de crédito, um índice numérico, que é particular de cada uma das diversas instituições de mercado. A base de concessão de crédito depende da capacidade de pagamento, da idoneidade, das informações cadastrais, etc. Embora haja algumas instituições especializadas em avaliar o crédito dos consumidores e que fornecem essas informações ao mercado, os bancos e financeiras mantém as próprias políticas e formas de avaliações de crédito. Assim, realizam suas análises na hora de conceder o crédito. A renda do consumidor também é um fator muito importante, porque mostra justamente a sua capacidade de endividamento. Outros fatores usualmente levados em consideração são os bens, tempo de moradia no mesmo endereço, entre outros. Uma das maneiras de você obter mais crédito e poder ter um cartão com mais recursos é manter um bom relacionamento com determinada instituição financeira por meio da concentração de suas operações financeiras. Mantenha conta corrente, investimentos e adquira, dentro de seu interesse, produtos dessa instituição. Para isso, antes de pensar em gastar, pense em poupar para poder investir.

Tenho investimentos em fundos de renda fixa e ainda dois VGBL. Segundo eu soube, os fundos de renda fixa não têm garantia nenhuma, nem sequer do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Fiquei preocupado porque um amigo falou que a Caixa está quebrada. Quais são os riscos de a Caixa quebrar mesmo ou até mesmo o Bradesco? É verdade que, se o banco quebrar, o fundo de renda fixa não tem garantia e você fica na lona? Por isso penso em diversificar. Mas, para fazer retiradas, vou ter de pagar imposto e bem alto. O que fazer?

Vou começar a resposta pelo seu maior medo: a Caixa Econômica Federal não está quebrada. É uma instituição sólida e de natureza jurídica constituída como “sob a forma de empresa pública, dotada de personalidade jurídica de direito privado, com patrimônio próprio e autonomia administrativa, vinculada ao Ministério da Fazenda”. Por outro lado, o Bradesco é outro importante banco brasileiro muito sólido. O sistema financeiro brasileiro está forte e não oferece sinais de quebradeira, a despeito da tempestade vivida pelo País. Você tem razão de que fundos no geral não têm garantia do FGC, mas note que eles são constituídos de forma autônoma e com CNPJ próprio – o que significa que o banco pode quebrar e o fundo continuar ativo. Os casos negativos que tivemos em passado não tão distante ocorreram porque os bancos que quebraram administravam fundos que também não estavam sólidos – havia diversas operações cruzadas dos bancos com os fundos. A garantia de um fundo são seus próprios ativos. O cuidado que devemos ter é acompanhar os relatórios para verificar o seu desempenho, carteira e se está ocorrendo aumento do risco. A diversificação de investimentos é sempre algo correto porque dilui riscos. Acredito que você deva buscar diversificar mais os seus investimentos de uma maneira estudada, mas não pelas razões que você citou. O mercado brasileiro é diversificado e oferece muitas boas oportunidades em diferentes produtos e instituições.

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