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Terapia para melhorar a relação com o dinheiro

Os problemas financeiros surgem não somente por falta de educação financeira, mas também por causa de comportamentos ruins em relação às finanças

Fábio Gallo*, O Estado de S.Paulo

02 de setembro de 2019 | 04h00

O mercado imobiliário está crescendo? Vale a pena investir em Fundos Imobiliários?

A queda de juros e a inflação controlada têm trazido bons ventos para os Fundos Imobiliários. O último boletim da B3, a Bolsa de São Paulo, sobre esse mercado aponta que já são 186 fundos negociados até este mês, de um total de 442 registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Em 2019 já temos 27 ofertas públicas com um volume total de R$ 6,4 bilhões. Até maio deste ano já eram mais de 390 mil investidores, sendo 81,3% desse total de pessoas físicas. Entre 2014 e 2019 houve crescimento de 300% na média de volume diário nos negócios com fundos imobiliários na B3. O número de investidores entre julho e agosto cresceu quase 8%. O fundo que mais rendeu no mês de agosto teve taxa de lucratividade superior a 20%, sendo que nove fundos renderam acima de 10% no mês.

A taxa de lucratividade considera tanto a valorização das cotas no mercado secundário quanto o reinvestimento dos rendimentos distribuídos. O Índice de Investimentos Imobiliários (Ifix) cresceu 13,10% no ano e 24,31% em 12 meses. Por seu lado, o Índice Imobiliário (Imob) subiu 35,17% em 2019 e 77,94% em 12 meses. Para comparação, o Ibovespa teve alta de 15,84% em 2019. Lembrando que os fundos imobiliário são fechados, o que significa que o investidor, para negociar suas cotas, deve usar do mercado secundário. Pessoas físicas são isentas do Imposto de Renda nesse investimento. Ao pesquisar entre os fundos negociados, não assuste com a falta de liquidez de alguns deles – alguns não têm muito movimento porque os cotistas atuais não querem se desfazer da posição.

Ouvir falar em terapia financeira. Acho que preciso desse tipo de serviço. É confiável?

Terapia financeira é a processo de ajudar as pessoas unindo as competências da terapia e de finanças, segundo a Financial Therapy Association (FTA), uma entidade norte-americana que reúne pessoas especializadas na área. Os terapeutas financeiros buscam ajudar as pessoas a alcançar seus objetivos, tratando dos seus desafios financeiros da mesma forma que obstáculos emocionais, psicológicos, comportamentais e relacionais que estão interligados. O objetivo é melhorar a relação das pessoas com o dinheiro.

Os problemas financeiros surgem não somente por falta de educação financeira, mas também por causa de comportamentos ruins em relação às finanças. Esse tipo de profissional é recomendado para aqueles cujos problemas com dinheiro estão interferindo em suas vidas ou relacionamentos. As dificuldades pode ser de vários níveis, desde esconder compras da família até gastar compulsivamente. Os casos mais graves exigem intervenção de equipe multidisciplinar. Quem se interessar pela terapia financeira deve tomar muito cuidado com o profissional contratado.

Pesquise antes, busque informações, veja certificações, entenda que não é um cursinho de três dias que forma um profissional nessa prática. Um grupo muito sério no tratamento de pessoas com distúrbios obsessivo-compulsivo está no Instituto de Psiquiatria (IPq), do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina (FMUSP) da Universidade de São Paulo (USP), que, entre outros distúrbios, trata da oniomania, relacionada a pessoas que apresentem comportamento repetitivo e crônico de gastar descontroladamente. Esses indivíduos também podem apresentar outros transtornos associados, como ansiedade, depressão e transtorno bipolar.

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