Vale a pena saber mais sobre renda variável

Outra atividade possível é estudar o material disponível na internet sobre todos os tipos de fundos e sobre ações

Fábio Gallo, O Estado de S.Paulo

07 Maio 2018 | 05h00

Tenho dois processos judiciais em abertos contra o Banco Nacional referente às perdas da poupança com planos econômicos. Considerando que o banco faliu, pergunto se poderei me incluir no grupo daqueles que foram recentemente beneficiados com a decisão do STF?

Você atende às condições e pode estar no grupo das pessoas que se habilitaram a ter valores ressarcidos devido às perdas provocadas pelos planos econômicos. O acordo aprovado pelo Superior Tribunal Federal (STF) prevê que as pessoas que tinham cadernetas de poupança e que sofreram prejuízos causados pelos planos Bresser (1987), Verão (1989) e Collor II (1991) podem aderir e receber os valores estipulados, dentro do prazo de dois anos, mas lembrando que a adesão não é automática. Todos devem acessar a plataforma eletrônica da Febraban (a federação do bancos). No entanto, essa plataforma, prevista para ser lançada no início de maio, teve seu lançamento adiado para o fim do mês. Somente podem aderir aqueles que, por ação coletiva, entraram na Justiça até 31 de dezembro de 2016; no caso de ações individuais, o prazo de prescrição é de 20 anos da edição de cada plano. O plano Collor II não está dentro desse acordo porque há uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) dando conta que os poupadores não têm direito à indenização. No acordo foi previsto que as adesões serão feitas em fases, segundo a idade do poupador. Portanto, as pessoas deverão aguardar o lançamento da plataforma e aderir na fase indicada. Os pagamentos dependerão do cadastro do poupador que será checado pelos bancos dentro do prazo de 60 dias, caso esteja tudo certo os pagamentos serão realizados em até 15 dias.

Terei disponível para aplicar integralmente R$ 130 mil a partir deste mês. Gostaria de saber quais investimentos são interessantes em renda fixa para saque em sete anos, pois tenho perfil conservador por falta de conhecimento em renda variável. Vale investir parte do valor em previdência privada?

Você tem razão, há ainda boas opções no mercado de renda fixa para os investidores com perfil conservador. Os bancos menores e as fintechs são usualmente agressivos na captação e oferecem taxas mais atraentes, sendo que os riscos associados são relativamente baixos. Principalmente no caso de CDBs, Letras de Crédito (de câmbio, imobiliária, hipotecária, de crédito imobiliário e do agronegócio), caderneta de poupança, entre outros instrumentos financeiros bancários são garantidos até R$ 250 mil pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Pensando na sua carteira, eu não acho adequado aplicar parte dos R$ 130 mil na Previdência privada, porque esse tipo de plano tem como objetivo a sua aposentadoria e deve ser para resgates ou benefícios para um prazo maior que os sete anos planejados. Com esse tipo de prazo é oportuno pesquisar produtos longos como fundos de investimento. Outra opção também é o Tesouro Direto, que tem ganhos reais, mesmo com Imposto de Renda e alguns custos. Por exemplo, o Tesouro IPCA+ 2024, está sendo oferecido na faixa de 4,57% ao ano, acima da variação da inflação oficial IPCA, e o Tesouro Prefixado 2025 está sendo negociado a 7,96% ao ano. Por outro lado, vale a pena você começar a conhecer um pouco mais de renda variável, comece a buscar pelos fundos multimercado, muito em moda ultimamente. Outra atividade possível é estudar o material disponível na internet sobre todos os tipos de fundos e sobre ações, quando estiver mais familiarizado com o tema, acesse simuladores de mercado de capitais.

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