DANIEL TEIXEIRA/AE
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Aluguel de imóvel em bairro vizinho pode sair pela metade do preço em SP

Em um momento favorável para a locação, é possível encontrar pechinchas sem abrir mão de mesma localização e acesso a serviços parecidos

Hugo Passarelli, O Estado de S.Paulo

04 Julho 2016 | 08h33

Mais de mil reais extras por mês no aluguel e alguns quarteirões. É o que separa morar nos bairros paulistanos de Santa Cecília e Higienópolis. Se os limites territoriais nem sempre são claros na região central de São Paulo, o peso no orçamento para quem não tem a casa própria pode ser tão grande como o valor de uma outra locação.

A conclusão está em um levantamento do portal imobiliário VivaReal, elaborado a pedido do Estado, com imóveis de um a dois dormitórios em 24 bairros da capital paulista.

A maior variação encontrada na pesquisa ficou para a dupla Paraíso e Vila Mariana que, separada pela Avenida 23 de Maio, pode ter diferença de mais de R$ 2 mil. No Paraíso, um imóvel de dois quartos e de até 65 metros quadrados pode ser alugado por, em média, R$ 4.603; na Vila Mariana, sai por metade disso: R$ 2.298.

Outro quarteto bem conhecido dos paulistanos na zona oeste - Água Branca, Barra Funda, Perdizes e Pompéia - também segue esse roteiro. Entre o bairro mais caro (Perdizes) e o mais barato (Barra Funda) a economia para alugar um imóvel de um quarto é de R$ 541.

“É possível manter um certo padrão de vida em diferentes faixas de preços em São Paulo”, afirma Lucas Vargas, CEO do VivaReal.

A diretora comercial da imobiliária Lello, Roseli Hernandes, ressalta que é possível garimpar ofertas inclusive dentro de um mesmo bairro. “Em geral, algumas ruas na ‘fronteira’ dessas regiões podem ter preço de metro quadrado bem mais acessível”, afirma.

Muitas vezes, nem é preciso ir muito longe para encontrar preços mais em conta. “Nos Jardins, os imóveis de uma mesma rua têm valor mais alto se estão mais perto da Avenida Paulista. Já em direção à Avenida Estados Unidos, o preço tende a ser menor”, exemplifica Vargas.

Negociação. Além das pechinchas na vizinhança, o consumidor deve lembrar que, em meio à recessão econômica e paradeira no mercado imobiliário, o aumento na vacância de imóveis e a queda do preço de aluguel estão jogando a favor.

No segundo trimestre, o valor de locação caiu 7,1% em 30 cidades brasileiras em comparação com igual período do ano passado, de acordo com outro levantamento realizado pelo portal VivaReal.

Na média brasileira, a pesquisa mostra que a locação sai por R$ 24,77 o metro quadrado. É o menor valor em dois anos.

“É o momento dos inquilinos. Os preços caíram porque os proprietários, de modo geral, perceberam que não fazia sentido manter um preço se, no mercado, havia unidades sendo negociadas a bem menos”, afirma o diretor de locação do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Mark Turnbull.

O portal de aluguel de imóveis Quinto Andar possui uma ferramenta que sugere, com base num histórico de transações e nas características de cada empreendimento, um valor de locação em linha com o mercado.

“Para ter um mercado funcionando melhor, os dois lados da transação precisam ter acesso às informações”, diz André Penha, fundador da empresa.

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