Divulgação/Tegra
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O Estado de S. Paulo

30 Agosto 2018 | 05h12

Premiado como empreendimento corporativo, o 17007 Nações é visto como ícone pela Tegra Incorporadora, que aposta na criação de um novo eixo de desenvolvimento na Chácara Santo Antônio, zona sul de São Paulo. Com duas torres, tem 100 mil m² de área privativa – a Sigma, com 28 pavimentos de lajes corporativas, e a Alpha, com 31 andares para salas comerciais. 

O terreno, de 25,3 mil m², abrigou antiga fábrica na região ainda pouco verticalizada da Marginal Pinheiros. Segundo o júri do Master, a obra "é uma referência em sustentabilidade".

O diretor da Tegra São Paulo, João Mendes, destaca a redução de 45% no consumo de água, por meio de captação e tratamento, e uma economia no consumo energia elétrica de 16% na Sigma e 12% na Alpha.

O executivo atesta que as fachadas, em pele de vidro, permitem redução de até 20% de potência instalada de iluminação. O empreendimento é pré-certificado para o selo Leed Gold, do Green Building Council (GBC).

Estratégico. Para Mendes, o projeto está em um eixo estratégico. "Essa região da Berrini e Chucri Zaidan é um vetor de crescimento", diz. A cidade desceu da Paulista para Faria Lima e veio em direção ao Morumbi”. Segundo ele, essa expansão segue para a zona sul, especialmente na região do Shopping Morumbi até a Ponte João Dias.

Na implantação do projeto, o júri também destacou a série de contrapartidas que beneficiaram o entorno. 

"Foram R$ 12,5 milhões só para melhorar o trânsito", diz Mendes, calculando que o valor total ultrapassou R$ 15 milhões com outras ações. Foram mais de 200 semáforos para veículos e pedestres, investimento em fibra óptica e transmissão de dados, além de preservação e plantio de mudas.

Obras. A partir da década de 1990, ocorreu a transformação dos velhos galpões industriais da região, para dar lugar a construções de centros administrativos e empresariais. Na sequência, a Operação Urbana Água Espraiada, foi determinante para viabilizar melhorias, reforçando o perfil de polo de negócios.

Em novembro de 2016, foram inauguradas duas pontes – a Laguna e a Edson de Godoy Bueno. Outro exemplo positivo é o prolongamento da Avenida Chucri Zaidan – que ganhou 3 km desde o Shopping Morumbi até a Avenida João Dias –, trecho inaugurado neste ano como Avenida Cecília Lottenberg. Além de um corredor de ônibus, com 2,5 km, que dá continuidade ao eixo formado pelas avenidas Berrini e Faria Lima, a região deve ganhar nova estação do Monotrilho.

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Heraldo Vaz - Especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

30 Agosto 2018 | 05h12

Na ponte aérea Rio-São Paulo, a Tegra Incorporadora ganhou dois prêmios Master Imobiliário neste ano. Um com o multiúso Union Square, no Centro Metropolitano carioca. Outro com o edifício corporativo 17007 Nações, em região pouco verticalizada da Chácara Santo Antônio, zona sul da capital paulista, apostando em novo eixo de desenvolvimento. Ambos foram contemplados na categoria Empreendimento. 

Em terreno de 16 mil m², o Union Square reúne dois edifícios residenciais e um de conjuntos comerciais, além de um centro de compras com 145 lojas, que ocupam as bases das três torres, tudo interligado a uma praça central. 

Lançado em abril de 2013, o Union Square foi entregue em dezembro de 2017. No total, são 670 unidades. O diretor de negócios da Tegra Rio de Janeiro, Marco Adnet, destaca o desenho do empreendimento, com três torres em esquinas de um mesmo quarteirão, deixando a outra esquina para a piscina e área de lazer.

A comissão de jurados do Master elogiou o "forte impacto visual" do projeto, assinado pelo arquiteto Paulo Casé. Também ressaltou a “sinergia gerada pelas diferentes atividades”, dizendo que esse projeto "faz parte da safra de empreendimentos que, em diferentes cidades do País, começa a desenhar uma nova convivência, unindo moradia, trabalho e lazer". Para Casé, o conjunto das obras inaugura uma nova forma de viver na Barra da Tijuca.

Bairro nobre na zona oeste do Rio, a Barra da Tijuca tem 174 mil habitantes. Geograficamente, está localizada no centro da Região Metropolitana do Rio.

Meio século. Em 1969, o arquiteto e urbanista Lúcio Costa, idealizou para essa região, com uma área de mais de 4 milhões de m², a criação do chamado Centro Metropolitano. Ali, de acordo com o projeto, ficariam concentrados órgãos da administração pública, diversas atividades comerciais e os serviços, próximos aos novos locais de moradia, com apartamentos que seriam construídos.

O Union Work oferece conjuntos comerciais e salas de 24 a 287 m². O Union Home, com 151 apartamentos a partir de 49 m², tem lofts e unidades de dois e três quartos. Segundo Adnet, o dois dormitórios de 77 m² custa em média R$ 600 mil. Os maiores variam de R$ 900 mil a R$ 1,1 milhão. “Já foram vendidos dois terços do total”, afirma. No Union Residence, são 180 unidades, de 55 a 85 m², com serviços de hotelaria.

A Tegra já havia sido premiada no Master Imobiliário de 2016 com World Wide Offices, também no Centro Metropolitano, onde em julho deste ano foi entregue o residencial Soho.

"Adquirimos quatro quadras", diz Adnet, explicando que, em duas, foram implantados empreendimentos com lajes corporativas e salas comerciais. "As outras duas foram destinadas às construções do Union Square e também do Soho, recém-entregue."

Na visão do diretor da Tegra, esses empreendimentos dão início à ocupação residencial do Centro Metropolitano do Rio. Segundo Adnet, a previsão é de que, com o funcionamento pleno do espaço com 90 mil m² de área construída, cerca de 3,5 mil pessoas circulem diariamente por ali, incluindo mil pessoas morando e 1,5 mil trabalhando.

Nos anos de 2012 e 2013, quando foram lançados esses projetos, o Centro Metropolitano teve peso relevante no portfólio da Tegra, com volume de mais de 50% do valor geral de vendas (VGV), de acordo com Adnet. No ano passado, porém, a incorporadora não fez nenhum lançamento no Rio. Em março passado, lançou Stories Residence, em Jacarepaguá.

Tegra é o novo nome da Brookfield Incorporações, que há 40 anos atua no Brasil, com mais de 93 mil imóveis entregues e 24 milhões de m². Presente em São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro, emprega cerca de 900 funcionários.

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Lilian Primi - Especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

30 Agosto 2018 | 05h12

O prêmio de Parque Logístico/Industrial ficou com a VBI Log Extrema, um complexo logístico com 100 mil metros quadrados de área construída em Extrema (MG), na divisa com São Paulo. O projeto é um investimento da VBI Real State, que atua na gestão de fundos de investimento.

A VBI readequou um antigo galpão industrial, instalado numa região com grande demanda por estrutura para logística de distribuição. Planejado para ocorrer em duas fases – a primeira de adequação dos poucos mais de 33 mil m² já existentes; e a segunda de expansão, com a construção de mais três galpões, o projeto foi executado em três anos, considerado um sucesso em prazo curto e que premiou a ousadia, segundo o júri do Master. 

"A resposta foi muito rápida. Imaginávamos ampliar por blocos, mas construímos 80 mil m² de uma vez só", conta Rodrigo Lacombe Habbud, sócio-fundador da companhia, que investiu R$ 250 milhões no projeto.

O VBI LOG Extrema foi construído em um imóvel localizado nas margens da Rodovia Fernão Dias, entre os três principais centros consumidores do Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte) e a menos de 100 km de distância dos aeroportos de Viracopos e de Guarulhos. Está, atualmente, 98% alugado. 

“O locatário-âncora é a Ambev, um contrato para 35 mil m² por dez anos – uma tranquilidade, porque garante fluxo de caixa grande. Além da Ambev, temos a DHL também. O retorno está muito bom”, comemora Habbud, que agora planeja ocupar os 20 mil m² ainda disponíveis, atingindo o limite do empreendimento. 

Hoje, a área já passa de 100 mil m² construídos e a previsão é de chegar a 130 mil m², quatro vezes a área inicial.

"Receber este prêmio é gratificante, porque confirma um caminho, um viés da nossa operação, que é a compra de imóveis obsoletos para retrofit e ampliação”, diz Habbud. “Quando há aceitação como a que tivemos, validado pelo mercado, é muito gratificante."

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