Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Custo para financiar imóvel pela Caixa cresce até R$ 160 mil em 2015

Banco estatal sobe pela terceira vez no ano as taxas de juros do crédito habitacional; veja as simulações

Hugo Passarelli, O Estado de S. Paulo

01 Outubro 2015 | 07h00

A nova rodada de aumento dos juros da casa própria financiada pela Caixa Econômica Federal começa a valer nesta quinta-feira, 1º. Uma simulação da associação de consumidores Proteste mostra que o encarecimento do crédito desde o início do ano pode significar numa diferença de até R$ 160 mil para o consumidor.

O reajuste em vigor a partir de hoje, o terceiro realizado em 2015, engloba só o crédito com recursos da poupança. As linhas do Minha Casa Minha Vida e com uso do FGTS foram preservadas.

A Caixa diz que o aumento reflete a elevação da Selic, referência para as demais taxas de juros da economia, atualmente em 14,25% ao ano. Em janeiro, a taxa era de 12,25%. Também pesa sobre o financiamento de imóvel a forte retirada de dinheiro da poupança, a principal fonte de recursos para o setor.

A Proteste considerou apenas os imóveis novos na simulação. Em maio, a Caixa alterou os limites de financiamentos para unidades usadas, o que inviabiliza a comparação com as condições do crédito em 2014.

O levantamento mostra que, para os imóveis enquadrados no SFH (Sistema financeiro de Habitação), os juros aumentaram até 1,25 ponto porcentual de 2014 para cá. Essa categoria inclui as unidades com preço de até R$ 750 mil para os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal e de até R$ 650 mil para o resto do País.

Já os financiamentos pelo SFI (Sistema de Financiamento Imobiliário) - destinado para imóveis de mais de R$ 750 mil para em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal e acima de R$ 650 mil nas demais localidades - tiveram os juros elevados em até 2,3 pontos porcentuais.

Para um imóvel de R$ 400 mil, o encarecimento no custo para financiar uma casa própria pode significar uma diferença de até R$ 41.067,35 ao longo de todo o período de financiamento. Em outra simulação, para uma unidade no valor de R$ 800 mil, o consumidor pode pagar R$ 160.035,00 a mais após todos os aumentos 

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