Gildo Mendes/Estadão
Gildo Mendes/Estadão

Fiabci-Brasil vai expor projetos nacionais no exterior

Presidente brasileiro da entidade diz que indústria imobiliária local é das mais avançadas por sua qualidade e criatividade

Heraldo Vaz, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

31 Agosto 2017 | 07h10

O Master Imobiliário exalta a alta qualidade dos projetos brasileiros. “Temos uma das indústrias imobiliárias mais avançadas do planeta por sua criatividade, qualidade e magnitude”, diz o presidente do capítulo brasileiro da Federação Internacional Imobiliária (Fiabci), Rodrigo Luna. Em julho, ele foi reeleito para mais uma gestão de dois anos.

Para Luna, chegou a hora de intensificar a exposição de produtos premiados para o mundo. “O Prix D’Excellence da Fiabci mundial é uma boa oportunidade”, atesta. “Vamos expor o que fazemos de melhor no Brasil.”

Os ganhadores na categoria Empreendimento estão credenciados para participar da premiação que elege os melhores do mundo, realizada pela Fiabci mundial durante seu Congresso anual. “Incentivamos os vencedores a concorrer e vender o Brasil no mundo”, afirma, apontando a consagração de empreendimentos nacionais que já ganharam 16 Prix D’Excellence. “Queremos aumentar esse número, porque nossos projetos têm qualidade para tal.”

Luna é sócio diretor da Plano & Plano Construções, que concentra sua produção em imóveis populares, e vice-presidente da área de Habitação Econômica do Secovi-SP. “Temos déficit de 7 milhões de habitações no Brasil”, diz, considerando que 95% se dá no segmento de baixa renda. “Esta faixa de mercado é a mais aquecida porque, mesmo com a crise, temos um programa fantástico que é o Minha Casa Minha Vida.” Segundo ele, o desafio é transformar o MCMV em programa de Estado, independentemente de quem seja o governo.

Na sua opinião, o retrofit é fundamental, porque os materiais têm seu ciclo de vida e, com o tempo, os projetos precisam ser repaginados. “Temos de criar políticas públicas para que empreendedores tenham capacidade de atualizar imóveis ociosos”, diz, defendendo mais flexibilidade nas regras. “Prédios antigos possuem estruturas e dimensões que não se adequam à legislação atual.”

Para ele, é preciso criar incentivos municipais para que as empresas tenham capacidade de viabilizar economicamente esses projetos. “Grandes capitais precisam estar atentas a essa evolução e atualizar suas legislações para que seja viável o retrofit no sentido técnico e econômico.”

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