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Inquilino tem vantagem no reajuste de contrato

O IGP-M, que baliza a correção dos valores de locação, varia quase 15 pontos acima dos aluguéis novos e abre espaço para negociação

Hugo Passarelli, O Estado de S.Paulo

04 Julho 2016 | 08h41

O esfriamento do mercado imobiliário não abre só oportunidades para quem está à procura de imóvel para compra ou locação. Nos contratos de aluguel ainda em vigor e com vencimento próximo, é grande a chance de o consumidor conseguir reajustes abaixo do acertado lá atrás ou, mesmo, manutenção do valor atual.

Isso acontece porque há um descompasso entre o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), amplamente usado para o reajuste desses contratos, e o preço dos novos contratos de aluguel.

O Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) calcula que os novos contratos de aluguel acumulam uma queda de 3,1% nos últimos 12 meses até maio (último dado disponível).

O IGP-M, por sua vez, tem alta de 11,1% no mesmo intervalo. Para quem tinha contrato com aniversário nesta data, o reajuste poderia chegar até esse teto.

O abismo de quase 15 pontos porcentuais entre os dois indicadores mostra que, se a proposta do dono do imóvel não agradar, pode ser mais vantajoso migrar para uma residência semelhante sem arcar com o reajuste. O pico dessa diferença aconteceu no mês de março, quando os novos aluguéis marcaram retração de 4,1% e o IGP-M, uma alta de 11,6%.

“Os índices acordados em contrato normalmente são baseados numa cesta de produtos e serviços que não necessariamente vão representar o preço do mercado. Então, é possível que as duas partes entrem em acordo para definir qual será o reajuste aplicado”, afirma Lucas Vargas, CEO do portal imobiliário VivaReal.

Se não houver acordo, o diretor de locação do Secovi-SP, Mark Turnbull, destaca que o inquilino pode partir para outra unidade, às vezes localizada até no mesmo prédio.

A decisão entre permanecer na atual moradia, aceitando o reajuste, ou optar por uma oferta mais vantajosa, contudo, deve levar em conta outros fatores. Os especialistas destacam que há os custos de transporte para realizar a mudança para o novo endereço e também as despesas relacionadas com a garantia da locação a ser dada ao dono do imóvel.

Em São Paulo, o uso de fiador responde por quase metade (45,5%) das garantias utilizadas pelos inquilinos, segundo o Secovi-SP. O restante fica dividido entre o depósito antecipado de aluguel, com 36,5% de participação, e seguro-fiança, com 18% (veja mais ao lado sobre garantia na locação).

De graça. No portal imobiliário Quinto Andar, em funcionamento desde 2013, o seguro-fiança é gratuito e pode ser uma saída aos inquilinos que têm o orçamento mais restrito. Mas, por ora, as ofertas de imóvel estão concentrada em 47 bairros de São Paulo. Há um ano eram apenas 16 regiões da capital.

“Começamos o serviço em regiões mais centrais de São Paulo, que acabam tendo valores mais altos de aluguel”, afirma André Penha, fundador do Quinto Andar. O site também atua na cidade de Campinas, na região metropolitana de São Paulo.

O Quinto Andar promete, em relação aos concorrentes mais antigos nos classificados online, reduzir a burocracia no processo de locação. A ideia é que todos os passos sejam feitos online, inclusive a assinatura do contrato.

Também é possível agendar visitas com corretores pelo aplicativo ou na versão do site para computador. Até cinco imóveis podem ser conhecidos em um único dia. No pico, o Quinto Andar chegou a registrar 10 mil agendamentos por mês.

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