Marcelo Lima/Estadão
Marcelo Lima/Estadão

Novas regras da Caixa para a compra da casa própria começam a valer hoje

Medidas que, na prática, restringem financiamentos com recursos da poupança foram anunciadas no fim do mês passado

O Estado de S. Paulo

04 Maio 2015 | 11h46

Começam a valer nesta segunda-feira, 4, as novas regras para financiar a casa própria pela Caixa Econômica Federal. Em geral, tornou-se mais difícil financiar o imóvel e especialistas já têm apontado o consórcio como uma opção.

Três medidas da Caixa causam impacto direto na decisão de quem pretende tomar crédito. A primeira delas é o limite de financiamento de imóveis novos, que passou a ser de 90% do total do valor. Além disso, para usados, o teto passou a ser de 50% do total do imóvel, dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), ou seja, imóveis que valem até R$ 750 mil nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal. Nos demais Estados, o valor máximo é de R$ 650 mil.

A terceira medida engloba imóveis mais caros. Para usados acima de R$ 750 mil, enquadrados no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), o limite de financiamento passa a ser de 40% do valor total do imóvel.

Apesar das novas regras estarem em vigor, o site da Caixa mostra que banco pode financiar até 90% do valor do imóvel. Segundo a assessoria de imprensa da Caixa, essa informação não está errada, pois se o cliente usar seus recursos do FGTS, o limite para o financiamento é de 90% do valor do imóvel, e não 50%.

As medidas foram anunciadas pelo banco público no fim do mês passado com o objetivo de driblar a falta de recursos no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, utilizados para liberar crédito pelo Sistema de Amortização Constante (SAC). Na prática, a Caixa passa a liberar menos dinheiro para as operações, principalmente no caso de imóveis usados e mais caros.

Vale lembrar que, no caso do financiamento popular (Minha Casa, Minha Vida), as regras anteriores permanecem inalteradas. O mesmo vale para empréstimos concedidos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço(FGTS). No caso das operações feitas pela tabela Price, em que as parcelas aumentam progressivamente, o limite de financiamento pelo SFH já havia sido reduzido para metade do valor do imóvel.

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