Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Preço dos imóveis fica estável em junho, aponta FipeZap

Apesar da estabilidade no mês e no semestre, a inflação elevada leva o valor médio dos imóveis a acumular uma queda real de 8,17% nos últimos 12 meses

Circe Bonatelli, O Estado de S. Paulo

05 Julho 2016 | 09h52

A crise prolongada da economia brasileira continua provocando depreciação do mercado imobiliário brasileiro. O preço médio anunciado dos imóveis residenciais em 20 cidades brasileiras ficou estável na comparação de junho com maio.

Os dados fazem parte de pesquisa divulgada nesta terça-feira, 5, pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) com base nos anúncios do site Zap Imóveis. O resultado indica uma queda real nos preços, uma vez que a inflação do período é estimada em 0,38%, conforme projeções do boletim Focus, do Banco Central.  

No acumulado do primeiro semestre, os preços médios anunciados dos imóveis nas 20 cidades tiveram alta de 0,03%. Já no acumulado dos últimos 12 meses encerrados em junho, houve queda de 0,02% - este é o menor patamar já registrado pela pesquisa desde o início de sua série histórica. Tendo em vista que a inflação esperada para o período de 12 meses é de 8,88%, segundo o boletim Focus, do Banco Central, é possível afirmar que o preço médio anunciado dos imóveis apresentou queda real de 8,17%.

Regiões. Entre as cidades e regiões acompanhadas pela pesquisa, oito tiveram queda nominal dos preços em junho em relação ao mês anterior: São Paulo (-0,04%), Rio de Janeiro (-0,30%), Distrito Federal (-0,10%), Recife (-0,22%), Porto Alegre (-0,02%), Florianópolis (-0,09%), Niterói (-0,07%) e Goiânia (-0,78%).  

Apenas cinco cidades registram evolução mensal dos preços em um patamar acima da inflação esperada para junho: Belo Horizonte (0,40%), Salvador (0,47%), Fortaleza (0,80%), Vitória (0,53%) e Contagem (1,48%).

Em junho, o valor médio do metro quadrado anunciado das 20 cidades foi de R$ 7.635. O Rio de Janeiro se manteve como a cidade mais cara do País (R$ 10.251/m2), seguida por São Paulo (R$ 8.630/m2), Distrito Federal (R$ 8.578/m2) e Niterói (R$ 7.442 /m2).

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