Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Preço dos imóveis recua em maio, mas queda no ano é mais branda

Dados da Abecip mostram que no mês passado, houve retração de 0,26%, mais acentuada do que a vista em abril

Circe Bonatelli, O Estado de S.Paulo

22 Junho 2017 | 14h08

O preço dos imóveis residenciais no País recuou 0,26% em maio na comparação com abril, de acordo com pesquisa divulgada pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). O levantamento apura os dados em nove capitais, a partir do laudo bancário dos imóveis que foram comercializados mediante liberação de financiamento.

A queda dos preços em maio foi mais acentuada do que em abril, quando teve baixa de apenas 0,05% na comparação com março.

Nos primeiros cinco meses de 2017, os preços mostraram queda de 0,48%. O resultado foi mais brando do que nos primeiros cinco meses de 2016, quando a baixa atingiu 1,01%. Já nos últimos 12 meses encerrados em maio, houve retração de 1,73%.

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No mês de maio, a queda nos preços foi vista em oito das nove capitais que fazem parte da pesquisa. Entre os recuos aparecem São Paulo (-0,30%), Belo Horizonte (-0,42%) e Rio de Janeiro (-0,52%). A exceção foi Salvador, onde os preços de imóveis permaneceram estáveis. Nenhuma das cidades pesquisadas teve alta.

"A dinâmica dos preços do mercado imobiliário residencial nestes primeiros cinco meses do ano aponta para uma recuperação lenta e sujeita a oscilações nos resultados de curto prazo, reproduzindo o contexto da retomada do nível de atividade em geral da economia brasileira", analisou o coordenador da pesquisa e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Paulo Picchetti, em nota.

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Ele acrescentou que, por um lado, a forte desaceleração dos vários indicadores de inflação no País impacta positivamente as decisões de consumo dependentes de financiamento, viabilizando a trajetória de redução das taxas de juros. No entanto, ele avaliou que uma retomada mais vigorosa continua condicionada às incertezas decorrentes da relação entre o quadro político e a aprovação das reformas necessárias para uma percepção concreta de queda de risco por parte dos agentes econômicos.

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