Gildo Mendes / Estadão
Gildo Mendes / Estadão

‘Prédio verde está na cartilha de desenvolvimento do setor’, diz presidente da Fiabci

Dez obras eleitas pelo júri têm como marca a preservação ambiental e redução de custos no consumo de água e eletricidade

Heraldo Vaz / Especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

30 Agosto 2018 | 05h08

Itens de sustentabilidade embarcados nos empreendimentos e adoção de cuidados para preservar o meio ambiente caracterizam metade dos projetos laureados pelo Master Imobiliário. “A sustentabilidade já faz parte da cartilha do desenvolvimento do setor”, declara Rodrigo Luna, presidente da Fiabci Brasil.

A entidade, que faz parte da Federação Internacional das Imobiliárias (Fiabci), e o Sindicato da Habitação (Secovi-SP) são os promotores do prêmio.

Luna aplaude a decisão da comissão julgadora que escolheu dez projetos desenvolvidos com a concepção dos chamados prédios verdes. Quatro deles com o selo Leed (Leadership in energy and environmental design), que confere liderança em design energético e ambiental, conforme certificação da Green Building Council (GBC) Brasil. “As empresas premiadas são exemplos para outras que ainda não entenderam a importância disso”, avalia Luna.

A consciência aponta para uso racional dos recursos naturais, economia de água e luz, menor geração de lixo nas construções e mais ações com produtos reaproveitáveis.

Para o presidente do Secovi-SP, Flavio Amary, sustentabilidade é um conceito que vem crescendo no Brasil e no mundo todo, valorizando obras que seguem essa linha.

Parceiro da Helbor no premiado Patteo Olinda Shopping, o Grupo CM vê a sustentabilidade como um dos pilares mais importantes para fazer um projeto. “Cada vez mais se pensa na redução do consumo de recursos naturais e no reaproveitamento de materiais”, diz José Luiz Muniz, diretor do grupo.

Nesta edição do Master, duas obras de retrofit também ganharam destaque, com os hotéis Palácio Tangará, em São Paulo, e 55/Rio, na Lapa carioca. “Ainda estamos engatinhando em retrofit”, diz Luna. Isso, segundo ele, tem a ver com legislações que travam a viabilidade econômica de modernizar um prédio.

“Precisa muito para melhorar a eficácia dessas leis”, reafirma, valorizando os dois cases premiados. “É bem importante, porque empresas estão vendo oportunidade na recuperação de antigos empreendimentos.”

No caso de habitações do segmento econômico, ele admite que “é curioso” não haver nenhum trabalho premiado. “Tivemos um ano bom para moradias de interesse social”, pondera.

O cenário atual da cidade de São Paulo, o maior mercado imobiliário do Brasil, foi analisado pelo presidente do Secovi, tendo como base os resultados de venda e lançamento. “Tivemos o primeiro semestre com indicadores positivos”, afirma. “Agora, vai depender do cenário político e de melhora do quadro econômico.”

No período de seis meses, foram vendidos 12 mil apartamentos na capital, 52% acima do registrado no primeiro semestre de 2017. Segundo o Secovi, foi o melhor resultado desde o início da crise, iniciada em 2013. Também se aproxima da média semestral de 12,4 mil unidades registrada de 2004 a 2018.

Os imóveis econômicos, com preço até R$ 240 mil, destacaram-se com 4,8 mil unidades e uma participação de 40% do total de comercialização.

No primeiro semestre, os lançamentos somaram 8,1 mil apartamentos, alta de 4% em relação ao mesmo período do ano passado. Neste caso, o volume está 24% abaixo da média histórica de 10,7 mil unidades, também no período de 2004 a 2018.

Os imóveis econômicos, porém, participaram com 35% do total no semestre e praticamente dobraram de volume. Foram lançadas 2,8 mil unidades contra 1,5 mil nos primeiros seis meses de 2017.

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