HELVIO ROMERO/ESTADÃO
HELVIO ROMERO/ESTADÃO

Prêmio especial valoriza ato de fazer o bem

Filantropia e responsabilidade social são pilares do Instituto Cyrela e seu fundador, Elie Horn

Débora Ribeiro / Especial para O Estado, O Estado de S.Paulo

30 Agosto 2018 | 05h15

Com mais de 4.500 beneficiados em oito Estados, o Instituto Cyrela foi o destaque hors concours da 24ª edição do Master Imobiliário, uma homenagem à dedicação e atuação filantrópica de Elie Horn, fundador e presidente do conselho da entidade. “É o reconhecimento por um trabalho desenvolvido com racionalidade e paixão”, diz o empresário e filantropo Horn, que fundou o instituto em 2010.

Para ele, um aspecto positivo da premiação é a possibilidade de influenciar outras empresas a seguir caminho semelhante.

Horn é o principal responsável pela idealização e manutenção do Instituto Cyrela, exemplo de organização sem fins lucrativos, que concentra ações de responsabilidade social, voltadas aos operários da construção civil e suas famílias. Ele acredita que fazer o bem faz bem.

Foco. A primeira infância e o primeiro emprego estão no foco do Instituto Cyrela. “São dois pontos muito importantes na vida de qualquer pessoa”, afirma Horn, explicando que, na primeira infância, ocorre o desenvolvimento neurológico que afetará todo o desenvolvimento emocional e intelectual. “Quem não recebe atenção adequada nesse período terá seu futuro comprometido.” Quanto ao primeiro emprego, é algo “fundamental na carreira laborativa de todos os indivíduos”, acrescenta Horn.

“Construindo pessoas” e “Construindo profissionais” são dois programas chamaram a atenção do Secovi e da Fiabci Brasil, os promotores do Master Imobiliário e responsáveis pela escolha do homenageado. Criados pela Cyrela, foram incorporados pelo instituto.

O programa “Construindo pessoas” contribui para melhoria da educação até a conclusão do ensino médio, oferecendo bolsas de estudo. E o “Construindo profissionais”, em parceria com instituições de ensino, capacita jovens e adultos, possibilitando entrada na faculdade.

A premiação, segundo Horn, é uma homenagem à visão de responsabilidade social. Ele também cita os projetos de estímulo ao voluntariado dos colaboradores da própria Cyrela, em particular o Dia de Ação Voluntária, já em sua 8ª edição. O voluntariado é uma oportunidade de exercer a cidadania por meio de ações solidárias. Uma das principais ações é o evento anual que reúne em um dia todos os voluntários Cyrela, com o objetivo de fazer o bem para instituições sociais.

“Todas essas ações precisam ser financiadas e, aí, entra a filantropia como provedora dos recursos que são indispensáveis para qualquer iniciativa”, argumenta, defendendo a importância da filantropia. “O Estado não tem capacidade para resolver todos os problemas sociais brasileiros”. Ma sua opinião, a participação ativa das empresas, organizações sociais e indivíduos colabora para a redução dos “inúmeros problemas que a sociedade enfrenta”.

O reconhecimento da Fiabci e do Secovi também recai sobre os mais de 55 anos de atuação de Elie Horn no setor imobiliário e na construção civil, calcados por valores e princípios sólidos e humanos. Ele foi o primeiro brasileiro a aderir ao The Giving Pledge, um programa criado em 2010 por Bill Gates e Warren Buffett com objetivo de reunir bilionários dispostos a doar metade de sua fortuna para causas sociais.

“A principal lição sobre filantropia que eu recebi foi do meu pai. Ele não possuía muito, mas doou 100% dos seus bens para filantropia”, conta Horn. Com o apoio da mulher e filhos, já havia decidido doar 60% do seu patrimônio, mas não divulgava a decisão. “Por influência de várias pessoas, decidi dar publicidade a esse fato, com esperança de que meu exemplo possa influenciar outras famílias abastadas a fazer o mesmo.”

A adesão ao Giving Pledge, em 2015, foi consequência dessa decisão. “Achei que seria uma boa forma de ampliar esse exemplo”, afirma. “Lá, onde estou na companhia de gigantes da filantropia, posso dar mais visibilidade ao meu exemplo.”

Seu plano é criar o Giving Pledge Brasil. “É um projeto em andamento”, garante o fundador do Instituto Cyrela. “Ser persistente em fazer o bem é a minha obrigação.”

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