Rodrigo Oliveira/Órion
Rodrigo Oliveira/Órion

Saúde é foco em torre de 50 pavimentos

A sobrecarga do sistema privado de saúde em Goiânia levou quatro sócios a investir R$ 700 milhões na construção de um prédio de 50 andares na cidade, com o foco comercial voltado para a área de medicina.

Débora Ribeiro / Especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

30 Agosto 2018 | 05h19

Além de consultórios, o conjunto também terá um hospital com operações e gestão sob comando do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. Adotando o conceito multiúso, o complexo Órion ainda oferece escritórios, um centro de convenções, shopping e hotel cinco estrelas com 148 quartos em 125 mil m² de área construída total. Foi premiado como empreendimento comercial nesta edição do Master Imobiliário.

A comissão de jurados destaca a estrutura do hospital, com 22 mil m² de área construída. “Serão 140 leitos e centro cirúrgico com 11 salas, além de 205 clínicas e consultórios implantados nas 673 salas”, diz o júri do Master, justificando seu voto. “Estima-se que 1.600 médicos das mais variadas especialidades atenderão no complexo”, ainda de acordo com o júri.

“O Einstein Gestão Hospitalar se juntou ao Órion em sua primeira atuação fora de São Paulo na iniciativa privada”, diz Frank Guimarães Vaz de Campos, diretor do empreendimento Órion. “Fez isto por acreditar no grande potencial deste modelo, confirmando a eficiência e sofisticação do projeto.”

Campos também é diretor da GVC Engenharia. Em 2012, a empresa juntou-se à FR Incorporadora, à Joule Engenharia e à Tropical Urbanismo para formação de um consórcio, criando a SPE Portugal Empreendimentos e Investimentos Imobiliários. “Esta é uma empresa de propósito específico, resultado da junção das quatro marcas dos sócios incorporadores e investidores do complexo Órion”, afirma. “Todo o complexo tem padrão Triple A: altíssimo padrão, alta tecnologia e alta eficiência.”

Investimento. Segundo Campos, foram investidos R$ 330 milhões em obras civis, R$ 100 milhões em custos de incorporação, R$ 200 milhões em equipamentos hospitalares e enxoval do complexo, e mais R$ 75 milhões de capital de giro para o início das operações do empreendimento. A concepção de mixed-use para o segmento da saúde é um nicho inexplorado pelo setor imobiliário da capital de Goiás, de acordo com a análise do consórcio.

Goiânia vive sobrecarga no sistema de saúde, de acordo com os sócios do complexo Órion, que apontam a cidade como referência em tratamentos para pessoas de outros Estados. Bahia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além do Maranhão, são as principais regiões de onde vêm pacientes em busca de assistência médica, principalmente nos casos de maior nível de especialização. A receita do consórcio SPE Portugal foi reunir em só um lugar clínicas, laboratórios de exames, centro de diagnóstico e hospital.

Com abertura gradual, o início de operação ocorreu no dia 1º de agosto, com salas, clínicas e business, além do estacionamento, diz Campos. Segundo ele, na próxima etapa será a vez do shopping, em setembro, e depois o hotel, com a bandeira Clarion, em outubro. O Hospital Órion tem abertura prevista para julho de 2019.

Lançado em 2013, o complexo teve sua construção iniciada no ano seguinte e empregou 700 trabalhadores no pico de obra, que terminou em 2017. O edifício usa um jogo de volumes assimétricos e curvilíneos na sua arquitetura.

Dos 140 leitos do hospital, 40 serão para UTI. Desde a implantação, o hospital conta com consultoria do Hospital Albert Einstein, que fará sua gestão e operação. O centro comercial abrigará 59 lojas em 3 pisos, incluindo praça de alimentação e uma cadeia de serviços formada por farmácia de manipulação, drogaria, correio, agência bancária, agência de viagens, salão de beleza. O hotel, com 148 unidades, será administrado pela Atlantica Hotels, com a bandeira Clarion.

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