Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

‘Tentei me recolocar na área em que atuo, mas não consegui’

Verônica Anchieta, engenheira metalúrgica, com mestrado 

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2016 | 23h55

RIO - “Eu trabalhava numa empresa que prestava serviços para o setor de óleo e gás, na fabricação de plataformas. Quando a empresa começou a não receber pelos serviços que prestava para a Petrobrás, ela parou de participar de novas licitações. Hoje a empresa só atua em um projeto. Assim como eu, muitas pessoas foram demitidas.

Tentei me recolocar na minha área, mas não consegui. Está todo mundo no mesmo barco. Acho que tem muita gente que tenta se aproveitar da situação difícil para reduzir os salários. As poucas vagas que encontrei abertas não eram interessantes.

A área de engenharia é muito dependente da Petrobrás, que gera uma demanda direta e indireta muito grande. 

Quando a obra do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, que teve as suas obras paralisadas assim como outros empreendimentos da estatal) parou, quantos pequenos empresários não fecharam as portas? Até donos de restaurante. Nosso maior problema hoje é depender de um cliente só.

A gente saiu há muito pouco tempo de uma oferta muito grande de emprego. Ninguém saía de um trabalho sem ter outra vaga já engatilhada.”

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