A era dos conectados em desconexão…
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A era dos conectados em desconexão…

Nunca em toda a história da humanidade as pessoas simultaneamente tiveram tanto acesso umas às outras independente da distância física.

TEM - Teatro Empresarial Motivador, Media Lab Estadão
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19 de fevereiro de 2021 | 16h28

O ano de 2021 promete ser um dos mais conectados de todos os tempos. Aplicativos, cursos digitais,  reuniões virtuais, redes sociais que crescem na velocidade da luz, pessoas compram e vendem online como nunca, especialistas e gurus surgem a cada dia com número crescente de seguidores. Nunca em toda a história da humanidade as pessoas simultaneamente tiveram tanto acesso umas às outras independente da distância física.

Convidamos o Ricardo Burgos, vice-presidente de Capital Humano do UnitedHealth Group Brasil,  uma empresa de saúde e assistência médica diversificada, que reúne a operadora de planos de saúde Amil e a rede Americas, a participar de uma experiência de reação:  Apresentamos um vídeo de comédia sobre uma situação de comportamento dentro das organizações e pedimos que pudesse nos dizer qual foi o resíduo emocional deixado pelo vídeo e quais as outras reflexões em relação ao contexto atual sobre felicidade.

Ricardo Burgos: Eu achei o vídeo muito interessante porque provoca uma reflexão da dinâmica do dia a dia, e a mensagem que ficou foi:  Uma grande desconexão! Não  apenas existente entre os líderes e liderados, mas os profissionais e as organizações. Essa falta de conexão com o propósito, em entender o porquê de estar ali,  qual a nossa função dentro daquela organização e a noção do impacto que aquele trabalho acontece na sociedade. O excesso de ansiedade e a falta de presença, para mim,  foram  muito claros na interação ali do líder com o liderado e no contexto um pouco mais amplo, a falta de empatia da liderança. A palavra desconexão reflete muito a dinâmica que acontece nas organizações e ficou exposta no vídeo de maneira muito clara.

TEM: Então como ser feliz no trabalho ?

Ricardo Burgos:  A gente tem aquele conhecido pensamento que é : Se eu trabalhar muito, eu vou conseguir tal coisa e então serei feliz, então você é promovido e descobre que aquilo não te trouxe a felicidade esperada. Eu acho que a gente precisa muito visitar diariamente essa conexão, essa capacidade de intuir,  de  nos conectarmos com a natureza, que é de onde viemos, e sabermos que hoje é possível ser muito feliz e é possível impactar a vida de muitas pessoas, fazer muitas coisas boas. 

Na linha da simplicidade, pensar menos, vivenciar mais, entender que ter menos controle pode ser bom. O descompromisso é diferente de falta de responsabilidade. Isso traz um alívio muito grande.

Temos muitas opções e variáveis que nós colocamos em nossas vidas,  temos milhares de estímulos e atividades diariamente que nos impedem de praticar o silêncio, de nos enxergarmos e compreendermos  nosso contexto de vida e carreira.  Nós não temos mais tempo para conversar com as pessoas, para aquietar a mente, exercitar a capacidade de pensar. Sabemos que o corpo  só  assimila o que lhe interessa, mas a mente assimila tudo que chega até ela. Vivemos realmente uma catarse de informações com toda essa evolução digital em um contexto de muita turbulência e falta de presença. Trazendo para o contexto da liderança nas organizações, temos uma grande responsabilidade de vivermos com felicidade no agora, de trabalharmos com facilidade no agora. Todas as coisas realmente importantes,  por exemplo,  o amor, a beleza, a criatividade, a alegria,  e a paz interior, surgem no agora. Quando a gente fala de coach, mentoring, diálogo diário no one to one entre líderes e liderados, a gente tem que trazer um pouco desse contexto de serenidade no sentido que nós só temos o agora, o passado não nos pertence mais, o futuro ainda não é nosso. A felicidade se constrói agora com pensamentos, atitudes e coragem. Acho que falta um pouco dessa visão um pouco mais  holística de vida.

Eu procuro trabalhar isso internamente na discussão com as nossas equipes  e até em fóruns maiores. Compartilho uma frase que escutei de uma profissional fantástica, dentro da nossa organização - Claudia Rizzo - onde ela comenta “que é precisamente a expectativa de sermos perfeitamente felizes que nos faz ser menos felizes”. 

TEM: É possível medir a felicidade?

Ricardo Burgos: Abordamos um ponto recentemente na organização sobre  Saúde Mental e tivemos acesso a um estudo estatístico da felicidade, com 15 anos de pesquisa da Harvard, que traz a composição do índice de felicidade:

- 50% é DNA;

- 40% é comportamento intencional;

- 10% são circunstâncias atuais;

Esse mesmo conteúdo trouxe de uma forma muito granular da pesquisa sobre a felicidade humana e aponta que :

  • 31%  dos benefícios da felicidade é o aumento de produtividade; 
  • 32% aumento em comprometimento (conexão com as organizações); 
  • 37% aumento em vendas; 
  • 40% aumento de chances de promoção; 
  • 125% diminuição do esgotamento físico e mental;
  • 1000% em aumento de motivação;

Fonte: Sonja Lyubomirsky (University of California Riverside), Laura King (University of Missouri at Columbia) e Ed Diener (University of Illinois at Urbana-Champaign) em 01/2013.

Quando eu vejo isso percebo o quanto existe de ciência nessa medição e a gente tem procurado aprender muito, porque o nosso negócio depende absolutamente de nossas pessoas e estas estão sempre no centro de tudo.

TEM: Qual ponto sensível e relevante para os Recursos Humanos?

Independente do segmento, a área de capital humano atinge uma importância central nas organizações, quando coloca pessoas no centro de tudo.  Isso muda o olhar da organização, entra na esfera do propósito e do sentido e isso é muito forte.  A área de capital humano e os líderes de pessoas nas organizações têm uma grande responsabilidade desde o processo seletivo que é criar e buscar conexão. Quando procuramos profissionais para trabalhar na nossa Organização, a gente tem que buscar essa conexão para que as pessoas entendam o sentido daquele movimento. Falando de propósito, na minha visão, o propósito da vida é simplesmente viver, mas quando a gente começa a entender melhor, entra o amor - “Para quem sabe amar o propósito da vida é viver”, uma frase bem famosa, mas a gente tem que dedicar esse tempo  para identificar o sentido da vida, que seria trabalhar, descansar, refletir na linha do ócio criativo, quando trazemos este racional para carreira, procuramos oportunidades, desafios seja no mundo corporativo ou no empreendedorismo, trabalhando na área de formação ou em algo totalmente diferente, mas se eu encontrar o sentido naquilo que eu faço o meu propósito de vida fica ainda mais claro porque a gente está vivendo, você está entregue, você está se dedicando, você se sente feliz , essa remuneração ela não é só física, ela é mental. Você tem esse payback neste sentido, e para finalizar quero deixar um pensamento que considero inspirador: 

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Se você passar o dia inteiro com alguém muito rico, a sua conta bancária não vai aumentar.Se você passar um dia inteiro com alguém de rara beleza você também não ficará mais bonito, mas se passar o dia inteiro com alguém mais feliz, de riso fácil, alegre, com uma conversa sempre positiva, um tom alegre, você voltará para casa bem mais feliz.
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Assista ao vídeo Sobre a Mesa (do Escritório) - Canal Gargalhadorismo SA

 

 

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