Candidatos muito bonitos têm menos chances de emprego, diz pesquisa

Candidatos muito bonitos têm menos chances de emprego, diz pesquisa

Empresa do segmento de sistemas de recrutamento e seleção constatou que 46% dos recrutadores olham com restrições os candidatos muito bonitos

O Estado de S. Paulo

10 de outubro de 2014 | 15h20

SÃO PAULO - A maioria dos recrutadores de pessoal para as empresas brasileiras prefere evitar a contratação ou promover trabalhadores com beleza acima da média, segundo uma pesquisa desenvolvida pela Elancers, com 2.075 recrutadores no Brasil.

A empresa do segmento de sistemas de recrutamento e seleção constatou que 46% dos recrutadores olham com restrições os candidatos muito bonitos.  

As mulheres bonitas têm suas chances de contratação reduzidas em até 30%, em comparação às não tão atraentes. Segundo a pesquisa, um dos motivos é o fato de que a seleção é feita geralmente por mulheres (96%), solteiras (67%) e com idade média de 29 anos

Cezar Tegon, presidente da Elancers, diz que a pesquisa evidenciou que apenas 2% dos pesquisados admitiu buscar no mercado pessoas com beleza acima da média.

"Pelo menos 1% de empresas contratam, deliberadamente, profissionais considerados feios", diz Tegon. "É evidente que a grande maioria das empresas evita pessoas muito bonitas, talvez com exceção daquelas empresas que buscam profissionais para atendimento ao público ou em áreas de vendas", explica Tegon.

Ele acrescenta que em alguns casos as mulheres muito bonitas são preteridas porque alguns recrutadores as consideram um 'fator de distração' no trabalho". Outro motivo seria o preconceito que associa beleza à falta de inteligência, segundo a empresa, ou até medo da esposa, no caso de diretores casados.

Segundo Tegon, os profissionais muito bonitos precisam de uma estratégia diferenciada para conseguir um bom emprego: "O ideal é que pessoas mostrem suas qualidades, suas competências profissionais e suas qualificações, sem se preocupar tanto com a aparência e questões estéticas", diz.

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